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Municípios aumentam em 77% investimentos em segurança pública

Cindy Santos

| Edição de 27 de outubro de 2026 | Atualizado em 27 de outubro de 2026

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Em quase seis anos, a Segurança Pública recebeu mais de R$ 160 milhões em investimentos na região. Levantamento da Tribuna aponta um avanço de 77% nos recursos destinados ao setor entre 2021 e 2025, passando de R$ 20,1 milhões para R$ 35,6 milhões em dez municípios com dados disponíveis no Portal Informação para Todos (PIT), ferramenta do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que detalha a estrutura, o planejamento e os gastos das administrações municipais no setor. Somente neste ano, já foram R$ 26,8 milhões destinados ao setor.

O levantamento revela que Arapongas lidera os investimentos regionais em segurança pública, somando R$ 103,81 milhões empenhados nos últimos seis anos. O município destinou a maior fatia desse montante para a área de policiamento (R$ 88,69 milhões), seguida por administração geral (R$ 13,47 milhões) e Defesa Civil (R$ 1,54 milhão). Analisando a natureza das despesas, o foco principal foi em pessoal e encargos, que consumiram R$ 91 milhões. O restante foi aplicado em outras despesas correntes (R$ 7,39 milhões) e investimentos (R$ 5,42 milhões).

Na sequência, Apucarana registrou um empenho total de R$ 49 milhões em despesas vinculadas à Segurança Pública. Desse total, a maior parte dos recursos foi direcionada para viabilizar o policiamento, com R$ 25,56 milhões, seguida por Assistência Comunitária (R$ 6,53 milhões) e administração geral (R$ 5,05 milhões).

Jandaia do Sul registrou o terceiro maior valor em despesas com segurança pública. No município, o levantamento indica um total de R$ 5,3 milhões empenhados na área. Ao contrário dos municípios anteriores, a maior parte dos recursos foi destinada à Defesa Civil, com R$ 4,29 milhões, enquanto o policiamento registrou R$ 800 mil e a administração geral, mais de R$ 100 mil. Quanto ao grupo de natureza de despesa, os gastos concentraram-se essencialmente em pessoal e encargos, que totalizaram R$ 4 milhões.

DIFERENCIAL

Segundo o TCE, o diferencial do diagnóstico é analisar a segurança pública não apenas a partir dos índices de criminalidade.

“O diagnóstico evidenciou avanços na institucionalização da segurança pública municipal, na profissionalização das guardas municipais, na adoção de tecnologias e na integração operacional com órgãos estaduais e federais. Entretanto, persistem desafios relacionados à governança, ao planejamento, ao financiamento, à integração tecnológica, à prevenção da violência e à cooperação interfederativa, especialmente nos municípios de pequeno porte”, afirma o coronel Mauro Celso Monteiro, assessor da Presidência e responsável técnico pelo documento.

Estrutura ainda é gargalo em alguns municípios

Dos dez municípios pesquisados, apenas três possuem conselho municipal de segurança: Apucarana, Arapongas e Jandaia do Sul. Os dois maiores municípios também são os únicos que dispõem de Secretaria de Segurança Pública e apenas cinco (50%) criaram dotação orçamentária específica para segurança pública na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O painel revela ainda que, até o momento, somente Arapongas instituiu, por meio de lei, o Fundo Municipal de Segurança Pública. E nenhum município entre os consultados celebrou convênios com o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos últimos três anos.