O preço dos materiais escolares pode variar, em média, 173% em Apucarana. Pesquisa feita pela Tribuna em estabelecimentos da cidade e também via aplicativo Menor Preço Nota Paraná, com base em oito itens básicos, aponta uma diferença média de R$ 43,00 entre a relação mais barata, que custa R$ 24,89, e a mais cara, que chega a R$ 67,98.
A maior variação de preço é do lápis, encontrado a partir de R$ 0,49, mas que chega a custar R$ 7,99, uma diferença de 1.531%. Na sequência está a borracha, encontrada de R$ 0,35 a R$ 3,80, uma variação de 986%. O apontador é outro item com uma grande mudança de preço, dependendo do local e também do modelo, sendo encontrado entre R$ 0,60 e R$ 6,00. O levantamento de preço foi realizado ontem e não inclui mochila escolar, item que costuma encarecer ainda mais o valor final.
Para fugir dos preços altos, a empresária Gladis Kemet decidiu se antecipar. Mãe de duas filhas em idade escolar, ela iniciou as compras ainda em novembro do ano passado, combinando aquisições pela internet para itens básicos e deixando apenas materiais específicos, como cartolinas e itens de papelaria que poderiam ser danificados no transporte, para comprar no comércio local. “Em relação a caderno e essas coisas, achei que na internet compensou mais do que em lojas locais”, afirma.
A pesquisa de preços e o planejamento resultaram em uma redução de R$ 500, estima Gladis, em comparação com o ano anterior, quando deixou para comprar tudo de última hora. “No passado, gastei uns R$ 900 com as duas. Este ano, devo ter gastado uns R$ 400”, calcula a empresária, que também opta pelo pagamento à vista para garantir descontos. “Não compro nada parcelado. Comprando à vista pago tudo mais barato”, reitera.
A antecipação também foi a estratégia de Eliette Aparecida de Souza, que tem um filho no ensino fundamental e outro na faculdade. Ela realizou as compras no início de dezembro para evitar os reajustes típicos da virada de ano. Segundo Eliette, a economia girou em torno de 30%. “A gente faz um planejamento porque, como é fim de ano e começo de ano, as contas ficam acumuladas”, explica.
Já o gerente comercial Carlos Martinelli Barbosa, pai de dois filhos em idade escolar, priorizou a comodidade. Sem realizar pesquisa prévia, ele optou por comprar os materiais no mesmo estabelecimento de anos anteriores, motivado pelo atendimento e localização, embora tenha notado o aumento nos valores. “Ficou mais caro, subiu. Mas compramos sempre no mesmo lugar pela comodidade”, relata Barbosa, que também prefere o pagamento à vista.