Com grande competitividade entre os participantes, a Prefeitura de Apucarana arrecadou R$ 1.431.450 em leilão presencial de bens considerados inservíveis para o uso do Município. O montante é praticamente o dobro do valor mínimo previsto em edital, evidenciando o sucesso do certame, a transparência do processo e a confiança dos participantes.
O prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) destacou que o resultado reflete uma política de gestão patrimonial eficiente e responsável. “A venda desses bens é estratégica para evitar a depreciação total de itens ociosos, transformando o que antes era custo de manutenção em recursos financeiros que retornam aos cofres municipais”, afirmou.
Segundo ele, a transparência, a competitividade entre os 233 participantes e a organização do processo foram determinantes para o êxito do leilão.
O secretário municipal de Gestão Pública, Robson de Sousa Cruz, explicou que o leilão foi realizado após um trabalho técnico criterioso de verificação e avaliação dos bens, que levou em conta as condições de uso, a trafegabilidade e, principalmente, o custo de manutenção. “Ficou demonstrado que muitos desses itens apresentavam desgaste acentuado e exigiriam investimentos elevados para recuperação, o que não se justifica do ponto de vista da gestão eficiente dos recursos públicos”, avaliou.
Robson de Sousa Cruz ressaltou ainda que todo o processo seguiu rigorosamente os critérios legais, com edital público, avaliação de mercado dos itens e disputa na modalidade de maior lance. “O resultado prático foi a valorização dos lotes. Dos 120 bens colocados à venda, 113 foram arrematados, um índice elevado que comprova o interesse e a eficiência na condução do certame”, destacou.
Responsável pela condução do leilão, o servidor Glauber Moreira Martins relatou que a procura superou as expectativas. “A disputa foi bastante acirrada. Uma motoniveladora saiu do valor de avaliação de R$ 10 mil e foi arrematada por R$ 105 mil. Foi o item com maior concorrência, registrando 70 lances, além da maior diferença em relação ao valor inicial”, exemplificou. O menor lance registrado foi de R$ 20, referente ao arremate de uma sucata de plástico.
Glauber explicou que o formato presencial permitiu que todos os interessados acompanhassem, em tempo real, o registro dos lances em um telão. “Conduzimos todo o processo com equipe própria, o que gera economia para o Município, já que não houve pagamento de comissão para leiloeiros externos”, afirmou. O leilão ocorreu no Salão Nobre da Prefeitura, das 9h às 18h45, com transmissão ao vivo pelo YouTube.
Ao final do certame, todos os arrematantes receberam as guias para pagamento. A quitação do lance vencedor deve ser realizada por meio do Documento de Arrecadação Municipal (DAM), no prazo de até três dias úteis. O não pagamento implica multa de 20% sobre o valor do lance e impedimento de participação em novos leilões. A retirada dos bens ocorre somente após a comprovação da quitação e a emissão da Carta de Arrematação.