O jovem de 18 anos preso em Gravatá, em Pernambuco, foi apontado como mentor intelectual do ataque a tiros ao Colégio Estadual Helena Kolody, em Cambé. A informação foi dada ontem pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que concluiu o inquérito policial sobre o atentado que resultou na morte de Karoline Verri Alves, de 17 anos, e Luan Augusto da Silva, de 16.
Além do autor do crime, de 21 anos, preso em flagrante, quatro homens foram presos durante a investigação. Dois foram indiciados por homicídio qualificado, e dois estão sendo investigados por comércio ilegal de armas de fogo.
As informações foram concedidas em Londrina pelo delegado-chefe da Subdivisão da PCPR em Londrina, Fernando Amarantino Ribeiro Gonçalves Amorim, e pelo delegado titular da Delegacia de Cambé, Paulo Henrique Costa.
O autor do crime prestou depoimento no mesmo dia do ocorrido. Em depoimento, detalhou o planejamento, o que auxiliou a investigação a chegar aos demais homens presos. Ele estudou na escola Helena Kolody até o 7º ano do Ensino Fundamental, deixando a instituição em 2014. Ele foi encontrado morto no decorrer da investigação, dentro da Casa de Custódia de Londrina.
Antes do ataque, ele conheceu o homem de 18 anos preso em Gravatá, no estado de Pernambuco, na internet. Ele é apontado como o mentor da invasão à escola e auxiliou no planejamento estratégico do ataque.
“Mensagens encontradas no celular do autor do crime mostram que o jovem de Gravatá o incentivou a cometer o crime”, informou Ribeiro. Ele foi indiciado por homicídio doloso pela Polícia Civil, visto que teve contribuição fundamental na execução do crime, instigando e direcionando o executor.
O jovem já vinha sendo investigado pela polícia daquele estado, desde o ano passado quando ainda era menor, por atos infracionais relativos armazenar imagens de crianças em cenas de sexo e terrorismo.
Outra participação fundamental para a execução do crime, segundo a PCPR, veio de um amigo do atirador. Um homem de 21 anos, morador de Rolândia, preso no mesmo dia do ataque, auxiliou na compra de materiais, como uma beca preta, utilizada no ataque, e também no planejamento do crime.
No sábado (17), os dois se encontraram no Ginásio de Esportes de Rolândia, tiraram fotos e gravaram vídeos para serem postados minutos antes do atentado. O homem de 21 anos permanece preso, indiciado pelo crime de homicídio qualificado.
ARMA DO CRIME – Outros dois homens foram presos durante a investigação. Um de 35 anos e outro de 39, ambos moradores de Rolândia. Eles são suspeitos de colaborar com o fornecimento da arma de fogo e munições empregadas no ataque. Conforme a investigação da PCPR, a princípio, nenhum deles sabia que a arma seria utilizada no ataque.