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Saúde do Paraná solicita mais vacinas contra dengue ao Governo Federal

Da Redação

| Edição de 25 de janeiro de 2024 | Atualizado em 25 de janeiro de 2024

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O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, requisitou ontem a inclusão do envio das doses da vacina contra a dengue para Apucarana e outros municípios em situação epidêmica. Para o secretário, a diretriz estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS) não contempla a realidade do Paraná em sua totalidade. O pedido foi realizado por meio de um ofício e enviado à pasta federal. Trinta municípios do Estado vão receber o primeiro lote da vacina contra a dengue enviado pelo governo federal, que selecionou as Regionais de Saúde de Londrina e Foz do Iguaçu para receber os lotes dos imunizantes.

“A distribuição de vacinas apenas para as regiões de Foz do Iguaçu e Londrina não contempla o atual cenário da dengue no Paraná. Nós temos casos muito graves, números elevados de casos, principalmente em Apucarana, Paranavaí, Paranaguá, Maringá e Jacarezinho. Solicitamos que o Ministério possa reconsiderar e ampliar as doses neste primeiro lote”, afirmou Beto Preto. 

De acordo com o último boletim epidemiológico, Apucarana teve um aumento de 70% de casos positivos de dengue, registrando 2,7 mil confirmações. Os dados indicam a maior crise de dengue da história do município. Diante deste cenário, o secretário reforçou, ainda, a importância da participação coletiva no combate à dengue.

“A vacina vem para somar forças nesta luta. No entanto, entendemos que a participação ativa das pessoas é fundamental para superar esta crise, sobretudo quando consideramos que a maior parte dos criadouros do mosquito se encontram em ambientes domiciliares. Ações como a remoção de pneus ou recipientes que possam acumular água são indispensáveis para enfrentar essa doença. Não tenho dúvidas de que juntos iremos vencer a dengue”, destacou.

O ofício também informa que o Paraná pode iniciar a imunização a qualquer momento, antes mesmo de fevereiro. “Nós já provamos a grande capacidade do Paraná de levar a vacina até o braço das pessoas. Com a vacina da dengue não será diferente. Temos uma estrutura robusta e que será utilizada para garantir a melhor assistência à nossa população”, complementou o secretário.

Inicialmente o público-alvo determinado pelo MS é de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença, depois dos idosos, que não têm indicação de vacinação, neste momento, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O esquema é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas.

Segundo o protocolo do MS, as regiões priorizadas são aquelas com mais de 100 mil habitantes, alta transmissão da dengue e com predominância do sorotipo DENV-2.

Prefeitura de Apucarana também encaminha ofício ao MS

Em ofício remetido ontem à ministra da Saúde, Nísia Trindade, a Prefeitura de Apucarana solicitou a inclusão de Apucarana na primeira etapa da aplicação da vacina contra a dengue. 

No ofício, o prefeito de Apucarana, Junior da Femac, diz que entende e respeita os critérios adotados no planejamento estratégico do Ministério da Saúde. Porém, ele argumenta que o Município de Apucarana apresenta um número grande de casos e está em situação de epidemia.

Junior da Femac alega ainda, na sua defesa de inclusão de Apucarana, que a dengue tem acometido um número significativo de pessoas em várias faixas etárias. “Em Apucarana, já são cerca de 2.700 pessoas que testaram positivo para dengue. “Compreendemos que dezenas de cidades estão em situação alarmante, mas Apucarana também precisa ser contemplada nesta primeira etapa de vacinação contra a dengue”, defende o prefeito Junior da Femac, no ofício encaminhado à ministra Nísia Trindade.