Até 500 servidores da Prefeitura de Apucarana que tiveram suas residências atingidas pelo temporal de 21 de setembro poderão receber um auxílio-calamidade de R$ 2.190,30, valor correspondente ao atual salário mínimo municipal. O benefício foi anunciado pelo prefeito Rodolfo Mota ontem como forma de apoiar os funcionários que sofreram prejuízos em suas próprias casas e não são cobertos pelo saque calamidade do FGTS. O projeto de lei será encaminhado à Câmara de Vereadores e prevê o pagamento em parcela única, sem necessidade de devolução.
Rodolfo Mota explica que a proposta busca oferecer aos servidores municipais um apoio semelhante, em sua finalidade, ao saque-calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), disponível aos trabalhadores da iniciativa privada que atendem aos critérios legais do governo federal. “O trabalhador com carteira assinada tem o FGTS e pode fazer o saque-calamidade. Já o servidor público municipal não tem FGTS”, comparou.
O prefeito ressaltou que muitos funcionários priorizaram o atendimento à população antes de cuidar dos danos sofridos em suas próprias casas. “Encontrei vários servidores logo após o temporal que não tinham socorrido a própria moradia para poder atender outras pessoas. Foram cuidar de suas residências somente no sábado ou no domingo, quase uma semana depois. É uma maneira que encontramos de apoiar esses profissionais, que tanto nos ajudam a cuidar da cidade e também estão passando por dificuldades”, enfatizou.
O encaminhamento do projeto à Câmara está previsto para os próximos dias. A intenção da administração municipal é concluir os procedimentos legais e administrativos a tempo de incluir o benefício na folha de pagamento de novembro. O cronograma, porém, dependerá da aprovação legislativa, da regulamentação da medida e da análise dos pedidos apresentados pelos servidores.