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Tecnologia do Paraná para ensino de redação é premiada pela Unesco

Da Redação

| Edição de 09 de setembro de 2026 | Atualizado em 09 de setembro de 2026
A Unesco destacou que o Redação Paraná foi escolhido por sua capacidade de engajar os alunos em ciclos estruturados de escrita e revisão

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A plataforma Redação Paraná, desenvolvida pelo governo estadual para apoiar o ensino nas escolas públicas, venceu nesta quarta-feira (9) o Prêmio Unesco Rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa. A honraria, entregue em Paris, na França, reconhece globalmente o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação na educação. A ferramenta paranaense foi uma das duas premiadas nesta edição, superando 114 candidaturas de mais de 50 países, ao lado do projeto universitário Generation AI, da Finlândia.

Com o tema voltado para o uso da Inteligência Artificial (IA) no estímulo ao pensamento crítico e à criatividade, o prêmio focou em iniciativas de impacto positivo e ético. As propostas laureadas receberam US$ 25 mil, além de medalha e certificado. A cerimônia de entrega ocorreu durante a Semana de Aprendizagem Digital 2026, evento que reúne líderes globais da área na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Presente no evento, o secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda, afirmou que a conquista reflete os investimentos em tecnologia iniciados em 2019 para facilitar a rotina docente. Segundo ele, o reconhecimento consolida o trabalho de professores e servidores que desenvolveram a ferramenta internamente, evidenciando o protagonismo do estado no cenário educacional internacional e auxiliando na manutenção dos bons índices de educação do Paraná.

“O Redação Paraná é um exemplo de como a tecnologia pode impactar positivamente a aprendizagem dos estudantes e, ao mesmo tempo, otimizar a rotina dos professores. Não é à toa que o Paraná tem a melhor educação do Brasil e, segundo a própria OCDE, se fosse um país, o Paraná teria também a melhor educação da América Latina. Isso demonstra que estamos no caminho certo”, acrescentou o secretário.

A Unesco justificou a escolha da ferramenta brasileira pela capacidade de engajar os alunos em ciclos estruturados de escrita, fortalecendo a proficiência linguística por meio da combinação de inteligência artificial e mediação humana. Criada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) em 2020 e ampliada para toda a rede em 2021, a plataforma é 100% paranaense. A tecnologia atende atualmente a mais de 850 mil estudantes em duas mil escolas, abrangendo quase 90% dos matriculados na rede estadual.

Impacto em números

O impacto da plataforma é medido em números de produtividade e economia de tempo. A média anual de textos produzidos por aluno saltou de quatro, em 2022, para 7,2 redações no biênio 2024-2025. Nesses dois últimos anos, o total de textos concluídos no sistema superou a marca de 6 milhões. Para os professores, o tempo de correção de uma redação, que variava entre 10 e 15 minutos no formato manual, caiu para menos de três minutos com o auxílio da ferramenta.

Na prática, os alunos utilizam computadores ou celulares para acessar propostas de textos nos moldes do Enem e de vestibulares. Na sua versão mais atualizada, o sistema utiliza a IA Gemini para corrigir erros gramaticais e analisar aspectos argumentativos em diferentes gêneros. O estudante acompanha os apontamentos gerados pela tecnologia e recebe orientações do professor, que mantém total autonomia e recebe indicadores pedagógicos sobre quais pontos da turma exigem mais atenção.