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Temporal causa alagamentos e deixa rastro de prejuízos em Apucarana

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| Edição de 01 de abril de 2026 | Atualizado em 01 de abril de 2026

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Um temporal registrado no início da tarde de ontem provocou alagamentos em diversas regiões de Apucarana, resultando em pelo menos cinco casas inundadas e uma foi interditada pela Defesa Civil. Segundo informações preliminares da Secretaria Municipal de Obras, os principais transtornos ocorreram nas regiões do Residencial Sanches dos Santos, Núcleo Habitacional Michel Soni e Vila São Miguel. A Defesa Civil manteve o atendimento aos moradores afetados durante toda a noite e deve divulgar um balanço oficial dos danos hoje.

A chuva torrencial começou por volta das 14h30 e, conforme a medição do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), registrou 11,2 milímetros no período da tarde. Contudo, o órgão aponta que a chuva pode ter registrado acumulados maiores em regiões mais distantes da estação, que fica localizada no Distrito da Caixa de São Pedro.

No Residencial Sanches dos Santos, ponto mais afetado, uma das residências precisou ser interditada devido à queda de um muro, o que comprometeu a segurança da estrutura. O secretário municipal de Obras, Mateus Franciscon, acompanhou as vistorias e orientou os moradores a deixarem o local preventivamente.

“Fizemos uma vistoria e precisamos interditar. Pedimos para os moradores não ficarem no local. Na quinta-feira, a assistência social começará a fazer os devidos atendimentos à famílias afetadas”, informou.

O secretário acredita que a chuva tenha registrado um volume muito maior que os 11 milímetros divulgados pelo Simepar. “Foi de fato um volume de água muito grande, tanto que praticamente explodiu a tampa de um bueiro, por causa da pressão causada pelo grande volume de água”, disse.

Além das residências, outro ponto alagado foi a Avenida Minas Gerais, em frente ao Estádio Municipal Olímpio Barreto, na saída para Curitiba. A água invadiu a pista, afetando o trânsito no local. O Corpo de Bombeiros informou que uma empresa do Village de Roma, que fica atrás do estádio, também foi alagada. Há também registros de transtornos nas escolas municipais Juiz Luiz Fernando de Araújo Pereira, no Núcleo Dom Romeu Alberti, e José Brazil Camargo, no Michel Soni. Nos dois imóveis houve registros de alagamentos.

Entre os moradores prejudicados está a costureira Ana Paula Rangel, 37 anos, moradora do Núcleo Habitacional Michel Soni. O volume de água invadiu a casa dela, causando danos a diversos móveis. “A chuva invadiu minha casa, deixando um rastro de lama e pedras”, ressaltou. No momento da enchente, estavam a filha dela, de 13 anos, e o irmão, que é uma pessoa com deficiência (PCD).

“Faz pouco tempo que mudamos para essa casa, então havia muitas coisas que estavam em caixas. Ainda não temos muitos móveis, mas o que temos acabou sujando de lama e estragando”, disse a costureira que mora junto com a mãe e três filhos.