CIDADES

min de leitura - #

Trabalhadores da indústria moveleira têm reajuste de 6,2% no piso salarial

Cindy Santos

| Edição de 17 de agosto de 2026 | Atualizado em 17 de agosto de 2026
Jornada é voltada para setores de móveis e alimentos
Jornada é voltada para setores de móveis e alimentos

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Os trabalhadores das indústrias de móveis de Arapongas  e de mais cinco municípios garantiram um reajuste de 6,2% no piso salarial mínimo. Conforme Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027, firmada entre o Sindicato das Indústrias de Móveis (Sima) e o Sindicato dos Trabalhadores (Sticma), o novo valor passa de R$ 2.173,27 para 2.308,01 para os profissionais que possuem mais de seis meses de registro. Para as novas contratações, o piso nacional de ingresso foi fixado em R$ 1.968,57. 

Quem ganha acima do piso até R$ 8 mil o reajuste é de 5,5%. Os trabalhadores que recebem remuneração acima de R$ 8.000,01 terão o índice de reajuste definido por meio de livre negociação direta entre o empregador e o respectivo empregado. Nesses casos, a regra determina que sejam deduzidas as eventuais antecipações salariais que já tenham sido concedidas pelas empresas no período de 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026.

O documento também detalha as faixas de remuneração com base na classificação profissional dos empregados. A função de auxiliar passa a contar com o salário mensal correspondente ao piso principal, de R$ 2.308,01. Para os trabalhadores classificados como oficial, o rendimento mínimo será de R$ 2.639,47. Já para os cargos de chefia, a remuneração foi fixada em R$ 3.757,00.

Segundo o presidente do Sticma, Carlos Roberto da Cunha, as reivindicações iniciais previam ganhos mais expressivos, mas o cenário inflacionário impôs limites às tratativas. “O nosso pedido estava na casa de 19%. Na verdade, a gente pede valorização no piso, aumento real, e a somatória dava isso. Sabia da dificuldade porque tivemos uma inflação de 4,11%”, comentou.

Contudo, Cunha avalia que o índice ficou dentro da média estadual. “O nosso reajuste ficou um pouco maior que o resto do estado”, avaliou.

As novas condições trabalhistas e salariais têm vigência garantida até 30 de abril de 2027. Além de Arapongas, o acordo abrange as indústrias e os funcionários de Apucarana, Califórnia, Pitangueiras, Rolândia e Sabáudia.