O plantio do trigo foi concluído nos municípios dos núcleos regionais de Ivaiporã e Apucarana da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), enquanto as lavouras de milho segunda-safra avançam com expectativa de produtividade acima da média. As condições climáticas têm favorecido as duas culturas, conforme avaliação do Departamento de Economia Rural (Deral).
A área destinada ao trigo ficou em cerca de 75,5 mil hectares nesta safra, abaixo dos 77,4 mil hectares registrados no ano passado. Parte dessa redução foi absorvida pelo milho segunda-safra, cultura que vem ganhando espaço entre os produtores da região por conta do mercado e custos de produção.
O engenheiro agrônomo Sérgio Carlos Empinotti, do Deral de Ivaiporã, destaca que aproximadamente 80% das áreas de trigo estão em fase de desenvolvimento e perfilhamento na regional. Os outros 20% encontram-se em germinação, já que a semeadura foi finalizada recentemente.
“O trigo está muito bom. As chuvas vieram na hora certa e, até agora, o frio não causou prejuízos significativos às lavouras”, afirma.
A expectativa é de produtividade média próxima de 140 sacas por alqueire, com possibilidade de resultados ainda maiores em algumas propriedades.
No milho segunda-safra, o cenário também é favorável. Levantamento do Deral mostra que cerca de 80% das lavouras estão em fase de frutificação e enchimento de grãos. Nas duas regionais, a área plantada passa de 202 mil hectares.
Segundo o técnico Adriano Nunomura, do Deral de Apucarana, as lavouras de milho estão a maior parte na fase de enchimento de grãos, apresentando no geral boas condições favorecidas pelas condições climáticas.
A colheita do milho deve começar apenas no final de julho. As temperaturas mais baixas típicas desta época do ano fazem com que os grãos levem mais tempo para perder umidade, retardando o início dos trabalhos no campo.
PREÇOS
Apesar do bom desenvolvimento das lavouras, os preços continuam sendo motivo de preocupação para os produtores.
No caso do trigo, a cotação próxima de R$ 70 por saca é considerada pouco atrativa diante dos custos de produção, fator que contribuiu para a redução da área plantada nesta safra.
Já no milho segunda-safra, os preços entre R$ 52 e R$ 54 refletem a expectativa de uma grande produção nacional, aumentando a oferta do grão e limitando uma valorização mais expressiva no mercado.