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Verticalização avança e aquece construção civil em Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 24 de julho de 2026 | Atualizado em 24 de julho de 2026

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Levantamento preliminar da Secretaria Municipal de Obras confirma cenário de expansão de projetos verticais no mercado imobiliário de Apucarana, com ao menos 12 edifícios em fase de execução. A movimentação distribui canteiros de obras por diversas áreas como o centro, bairro 28 de Janeiro, entorno do campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), entre outras regiões. Na avaliação da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Apucarana (AEAA), a construção de prédios vive um grande “boom” no município.

Segundo o secretário municipal de Obras, Mateus Franciscon, outras propostas seguem em análise no município sob sigilo técnico para conter a especulação imobiliária. “Nem todos foram de fato aprovados nessa gestão. Mas, nessa gestão, a gente teve aprovação do prédio mais caro e também do prédio mais alto da história da cidade”, afirma.

O avanço da construção civil também impulsiona o mercado de trabalho local ao absorver profissionais graduados na própria cidade, com destaque para a formação oferecida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Apucarana (AEAA), Hugo Suzuki, aponta que o crescimento vertical cria oportunidades para recém-formados e profissionais experientes. “É um grande momento, com várias construtoras investindo no município e valorizando a cidade. Para os engenheiros, representa uma grande oportunidade”, destaca.

De acordo com o presidente da associação, o perfil técnico exigido pelos novos empreendimentos demanda a integração de diferentes áreas da engenharia. “A UTFPR conta com professores doutores em diversas áreas e oferece uma formação sólida. Os alunos formados lá atuam tanto na engenharia civil quanto na elétrica. Obras desse porte exigem estudos de solo, geologia, engenharia ambiental, impacto de vizinhança e engenharia de segurança do trabalho. Trata-se de uma cadeia ampla de profissionais envolvidos e de um potencial concreto de crescimento para a engenharia na cidade”, enfatiza.

A última atualização do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente ao acumulado entre janeiro e maio deste ano, aponta um estoque mensal de 851 trabalhadores da construção de edifícios com carteira assinada no município.

Mercado em expansão impulsiona lançamentos no setor

O diretor de negócios da Bilfor Empreendimentos, Samuel Mariano, afirma que tem visualizado uma oportunidade de grande expansão no mercado de Apucarana e região. “Diante disso, o planejamento é trazer novos lançamentos todo ano, com projetos diferenciados para atender diversos nichos da população”, assinala.

Atualmente, a empresa possui dois prédios de médio e alto padrão em construção e deve iniciar a construção de mais um empreendimento até o fim deste ano. Segundo ele, o mercado imobiliário está aquecido com ritmo de vendas está acelerado. “Acreditamos que isso tem ocorrido pela combinação de alguns fatores como ótimos projetos, com excelentes localizações, solidez que a Bilfor vem construindo junto ao mercado e uma equipe comercial extremamente afiada”, destaca.

Processo de aprovação exige estudos de impacto e infraestrutura

A construção de edifícios em Apucarana requer o cumprimento de etapas técnicas e legais antes da emissão do alvará de construção, conforme explica o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Apucarana (AEAA), Hugo Suzuki. O processo visa garantir a adequação à infraestrutura urbana e evitar o crescimento desordenado.

“A localização precisa atender aos critérios do Plano Diretor e estar dentro das zonas permissíveis para verticalização”, afirma Suzuki. Em seguida, são realizados exames específicos. “Há estudos de sondagem de solo, impacto de vizinhança, abrangendo tráfego, ruído e insolação em propriedades vizinhas, e o licenciamento ambiental. Também consultamos a Sanepar e a Copel para verificar a viabilidade técnica de saneamento e energia elétrica antes de viabilizar a edificação”, detalha.