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Vigilante que se omite durante assalto é autuado por roubo em Apucarana

Cindy Santos

| Edição de 09 de março de 2026 | Atualizado em 09 de março de 2026

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Um segurança de 43 anos foi autuado por roubo após presenciar um assalto e não ajudar a vítima. O crime ocorreu nas dependências da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana e foi gravado por uma câmera de segurança. O segurança trabalha para uma empresa terceirizada. O autor foi preso pela Polícia Civil e também responderá pelo crime. 

Nas imagens gravadas pela câmera de segurança, é possível verificar que o assaltante surpreende a vítima, a derruba no chão e a asfixia com um “mata-leão”. Enquanto o jovem de 25 anos era agredido, o vigilante se aproximou, mas, em vez de intervir ou acionar socorro, demonstrou total indiferença. O assaltante conseguiu então subtrair uma mochila contendo um notebook e um celular que estavam na moto da vítima e fugiu. 

De acordo com o delegado André Garcia, da 17ª Subdivisão Policial (SDP), a vítima foi até a universidade acreditando que encontraria uma pessoa interessada em comprar seu celular. “A vítima anunciou a venda de um iPhone, um marketplace do Facebook, e o criminoso passou a conversar através de um perfil falso. Eles combinaram de se encontrar ali. A vítima até me disse que optou por esse local por achar que seria um ambiente relativamente seguro “, relatou.

Conforme o delegado, devido à sua conduta, o vigilante foi afastado das funções durante a investigação. Garcia explicou que a legislação que rege a atividade de vigilância patrimonial impõe o dever de garantir a integridade física das pessoas no local.

“Essa omissão se soma à ação do criminoso e juntos chegam ao resultado roubo. Ele pratica o crime ao se omitir”, detalhou, acrescentando que o vigilante chegou a rir durante o assalto.

O autor do crime, um jovem de 23 anos  foi identificado e preso preventivamente. “As imagens são impactantes, porque você vê a ousadia do criminoso em plena luz do dia, agredindo violentamente a vítima que clama por socorro enquanto está sendo asfixiada”, pontuou o delegado.

A reportagem entrou em contato com a Unespar, que não se posicionou até o final da tarde.