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Vovô’ é símbolo da dificuldade de adoção tardia

Da Redação

| Edição de 23 de fevereiro de 2026 | Atualizado em 23 de fevereiro de 2026

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Um cão sem raça definida (SRD), com mais de dez anos de idade, vive há mais de quatro anos à espera de um novo lar no Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa), de Apucarana. Vôzinho, como é conhecido, é o cachorro que está há mais tempo no local. O caso ilustra um desafio recorrente enfrentado pelo órgão, que substituiu o antigo canil municipal: a dificuldade de encontrar adotantes para animais de porte grande, pelagem escura ou idade avançada. Segundo o biólogo Fernando Felipe, coordenador do Cemsa e também conhecido como Repórter Selvagem, embora o cão seja sociável com pessoas e outros animais e não apresente doenças, ele não é visto pelas pessoas que procuram um cachorro de estimação. “Ele não foi adotado porque o pessoal não se interessa por vira-lata de porte grande, idoso. Os preferidos são animais filhotes, jovens, que parecem ser de raça e ainda animais de pelagem clara”, explicou. 

Ainda de acordo com Felipe, não é recomendado que os animais passem tanto tempo assim em um abrigo, pois eles necessitam de interação, estímulo mental e físico. “Todo animal precisa de enriquecimento ambiental. No caso do cachorro, ele vem de matilhas de lobos e precisa farejar, é importante isso para ele”, acrescentou. 

Cemsa

Atualmente, o Cemsa abriga 170 cães e 80 gatos disponíveis para adoção. Um dos principais trabalhos do centro é o resgate de animais que foram atropelados, por exemplo, ou ainda que são vítimas de maus-tratos. Para adotar, o interessado deve se dirigir ao próprio Cemsa ou às feirinhas realizadas no centro da cidade, onde irá passar por uma triagem e receber as orientações sobre os cuidados necessários com o novo bichinho. (GABRIELA JACUBOSKI)