Adversária do Brasil na estreia da Copa do Mundo, a seleção do Marrocos chega ao torneio embalada por uma marca expressiva de 29 jogos de invencibilidade e total confiança em sua preparação. O confronto que abre a participação das equipes no Grupo C, chave que também conta com Escócia e Haiti, está marcado para este sábado (13), às 19 horas (de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O último teste da seleção africana antes do Mundial foi o empate em 1 a 1 contra a Noruega, em amistoso que serviu para ajustar os detalhes finais. O Marrocos começou a partida em ritmo forte, abrindo o placar cedo com Brahim Díaz, mas acabou cedendo a igualdade ao perder a intensidade nos minutos seguintes.
Apesar de não ter saído com a vitória, o técnico Mohamed Ouahbi avaliou a atuação de forma muito positiva, destacando que a equipe mostrou qualidades essenciais contra um adversário de alto nível. Para o treinador, o foco agora é fazer com que o time consiga manter a mesma intensidade ao longo dos 90 minutos, suportando o calor norte-americano e o ritmo da competição.
A alta expectativa marroquina é respaldada por números consistentes. A seleção não sofre uma derrota desde agosto do ano passado e, nesse intervalo, faturou três troféus: o Campeonato Africano de Nações, a Copa Árabe e a Copa das Nações Africanas. A atual sequência invicta da equipe é comparável apenas à da Espanha, que também sustenta 29 partidas sem perder e joga nesta terça-feira.
Considerando todo o ciclo desde 2023, o Marrocos é a quarta seleção que mais atuou, com 58 jogos disputados, e detém estatísticas de peso: segundo melhor aproveitamento (82,2%), melhor saldo (98 gols positivos), a segunda defesa mais sólida (0,43 gol sofrido por jogo) e uma defesa que passou intacta em 64% de seus compromissos.
O responsável por conduzir esse bom momento é Ouahbi, que assumiu a equipe principal há menos de três meses, logo após a Copa Africana de Nações. Em apenas cinco jogos no cargo, ele acumulou três vitórias, contra Paraguai, Burundi e Madagascar, e dois empates, diante de Equador e Noruega. O treinador, que no ano passado levou a seleção marroquina ao título da Copa do Mundo Sub-20, ressalta que o país já provou estar à altura dos grandes eventos do futebol mundial e garante que o grupo atual tem plena capacidade para alcançar feitos históricos na competição principal.