A América Latina nunca conquistou uma medalha em uma Olimpíada de Inverno, mas há expectativa de que um atleta do Brasil mude essa história. Astro do esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen está sob os olhares da esperança brasileira de subir ao pódio inédito, durante os Jogos de Milão e Cortina, cuja abertura se dá nesta sexta-feira, 4, às 16 horas.
Lucas já foi chamado de “Haaland do esqui alpino” pelo tradicional jornal suíço Blick e não se incomoda com a comparação, até porque se identifica com a mentalidade do atacante do Manchester City e compartilhava com ele a responsabilidade de ser um fenômeno do esporte norueguês, até decidir que seria um fenômeno brasileiro.
Nascido em Oslo, na Noruega, o esquiador de 24 anos carrega também o sobrenome Pinheiro, de sua mãe, a brasileira Alessandra, que o teve como fruto do relacionamento com o norueguês Björn Braathen, a quem conheceu em um voo para Miami na década de 1990.
A Noruega é uma potência dos esportes de inverno, e foi sob a bandeira do país nórdico que Lucas se tornou campeão do slalom na temporada 2023 da Copa do Mundo de Esqui Alpino, principal circuito internacional do gênero. Lá, e nos demais países onde o esqui é popular, o norueguês-brasileiro é uma estrela. Tal status, entretanto, não está acima de suas paixões, ligadas à cultura do Brasil e cultivadas durante os períodos que passou em São Paulo e Campinas com a família materna.
“Quero trazer este sentimento, o jeito brasileiro, essa atmosfera, essa relação com o esporte para o meu esporte de inverno. Isso não existe no meu esporte”, disse.