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Diretor financeiro diz que Timão deve R$ 42 milhões a Memphis

Da Redação

| Edição de 02 de abril de 2026 | Atualizado em 02 de abril de 2026

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OO Corinthians reconheceu oficialmente a existência de pendências financeiras com Memphis Depay, principal nome do elenco. Em entrevista ao podcast Alambrado Alvinegro, o diretor financeiro do clube, Emerson Piovesan, confirmou que os valores em aberto giram em torno de R$ 42 milhões e indicou que a diretoria trabalha para encontrar uma solução negociada com o jogador e seu estafe.

Segundo o dirigente, a prioridade do clube neste momento é estruturar uma forma de quitar a dívida sem comprometer ainda mais o orçamento. Piovesan detalhou a estratégia adotada pela diretoria.

“É uma negociação com ele e o estafe para ver como a gente vai parcelar. Não temos como fazer um pagamento de uma forma só. Temos que negociar para ver com a melhor forma de fazer esse pagamento. Vamos pagar? Vamos pagar. O formato a gente ainda precisa ver. E ele é ciente disso”, explicou.

Além da dívida acumulada, o dirigente questionou o modelo de contrato firmado com o atacante, que prevê bonificações atreladas a desempenho individual, como gols e assistências. Apesar de não concordar com esse tipo de cláusula, Piovesan reforçou que o clube irá cumprir integralmente o acordo.

“Eu jamais faria [esse tipo de contrato]. Não concordo, mas está lá o contrato e eu tenho que honrar. O jogador veio para jogar bola, para fazer gol, para dar assistência. Por qual razão eu tenho que pagar premiação se ele faz não sei quantos gols, se ele dá não sei quantas assistências? Isso você pode ter, como ele tem, premiação por ganhar campeonatos. Isso faz parte. Agora, ficar pagando por gols... eu acho que o jogador veio para jogar bola, para fazer gol. Não faria isso jamais. Mas assumimos o contrato e vamos ter que honrar. Em hipótese alguma vamos deixar de fazer isso”.

Outro ponto abordado foi a participação de patrocinadores no pagamento dos vencimentos do atleta. Emerson Piovesan revelou que esse apoio financeiro já não existe, o que aumentou a responsabilidade do clube sobre os custos mensais do camisa 10.

A diretoria, inclusive, já estuda um novo formato de contrato para reduzir o impacto financeiro. A ideia é oferecer um salário mais compatível com a realidade do clube, deixando parte dos ganhos vinculada a acordos comerciais e ações de marketing.