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Adolescente atingido em escola não resiste e morre no hospital

Da Redação

| Edição de 20 de junho de 2023 | Atualizado em 20 de junho de 2023
Luan  Augusto da Silva, de 16 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta madrugada
Luan Augusto da Silva, de 16 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta madrugada

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Morreu na madrugada de ontem, o adolescente de 16 anos que foi baleado após um ex-aluno invadir o Colégio Estadual Professora Helena Kolody em Cambé e atirar contra estudantes. Luan Augusto da Silva veio a óbito às 3h27 no Hospital Universitário (HU) de Londrina. Ele estava internado em estado gravíssimo. A primeira vítima do ataque era namorada de Luan: Karoline Verri Alves, de 17 anos, morreu no local da tragédia após também ser atingida por disparos.

Conforme a Polícia Civil, o ex-aluno – um rapaz de 21 anos - entrou armado no colégio nesta segunda-feira, 19, alegando que solicitaria seu histórico escolar. Ele fez os disparos e foi detido após ser interpelado por um prestador de serviços de 62 anos que trabalhava ao lado da escola e o imobilizou até a chegada da polícia. 

O velório de Luan teve início ontem à noite, no salão da Paróquia Santo Antônio de Cambé onde também foi velada a estudante Karoline Verri Alves. Os dois adolescentes faziam parte do grupo de jovens da paróquia. 

Luan será sepultado hoje, às 10 horas, no Cemitério Municipal Padre Symphoriano Kopf, onde a jovem foi sepultada no final da tarde de ontem. Uma grande número de pessoas acompanhou a despedida da adolescente.

De acordo com a Polícia Civil, o autor dos disparos revelou que estudou no colégio em 2014 onde teria sido vítima bullying. Ele planejou o ataque com anos de antecedência e não conhecia as vítimas.

Outro jovem, também de 21 anos, foi preso no final da tarde desta segunda-feira, sob suspeita de ter ajudado no ataque, informou a Secretaria de Segurança Pública.

Governo  vai reforçar atendimento psicológico nas escolas 

Com o objetivo de aumentar o suporte aos estudantes da rede estadual, o Governo do Paraná vai reforçar o atendimento psicológico nas instituições de ensino de todo o Estado, começando pelo Colégio Estadual Helena Kolody, no município de Cambé, onde dois adolescentes foram vítimas de um atirador.  

Com as aulas suspensas até a próxima segunda-feira (26) a escola receberá profissionais capacitados para atendimento dos alunos, professores, colaboradores e pais já a partir desta quinta-feira (22). O objetivo é criar uma rede de apoio e prestar suporte emocional diante da gravidade dos acontecimentos.

Para o secretário da educação, Roni Miranda, tal apoio se mostra fundamental no dia a dia das escolas. “O acesso a tal suporte nas escolas da rede estadual tem mudado significativamente a rotina dos alunos, proporcionando melhor compreensão das emoções, ensinando habilidades de gerenciamento de estresse e oferecendo estratégias para lidar com adversidades”, afirma.

Por isso, segundo o secretário, a exemplo de programas como o Escola Escuta e Bem Cuidar (que prestam suporte emocional à comunidade escolar), novas medidas serão implementadas para apoiar de forma ainda maior alunos, colaboradores e professores.

Por meio de uma parceria entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Governo do Paraná, cerca de 200 profissionais da psicologia atuarão, dentro dos próximos meses, no atendimento às comunidades escolares de todo o Paraná. “A presença de psicólogos nas escolas também pode contribuir para a prevenção e detecção precoce de problemas de saúde mental, promovendo um ambiente escolar mais saudável e acolhedor para todos”, completa Miranda.