GERAL

min de leitura - #

Bolsonaro inicia cumprimento de pena na sede da PF em Brasília

Da Redação

| Edição de 25 de novembro de 2025 | Atualizado em 25 de novembro de 2025

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou ontem, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele está preso no local desde sábado (22) atendendo a prisão preventiva. Agora, cumprirá a pena de 27 anos e três meses pela trama golpista. Também foram determinadas prisões imediatas dos outros seis réus, que cumprirão condenações em diferentes locais.

A ordem partiu após o STF considerar o caso transitado em julgado. Bolsonaro está em uma cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente. O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo.

Na decisão em que determinou que Bolsonaro continue na sala de Estado-Maior na PF, Moraes ainda determinou a realização de “exames médicos oficiais para o início da execução da pena, inclusive fazendo constar as observações clínicas indispensáveis ao adequado tratamento penitenciário”, medida que será realizada hoje. 

Ainda ontem o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, condenado a 24 anos de prisão, foi preso e encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, na ala do 19º Batalhão de Polícia Militar.

O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, vai cumprir a pena de 24 anos de prisão na Estação Rádio da Marinha e chegou em no local durante a tarde. Os generais da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, condenado a 21 anos, e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, condenado a 19 anos, foram levados ao Comando Militar do Planalto.

O general da reserva Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, e vice na chapa de Bolsonaro, está preso desde dezembro de 2024, na Primeira Divisão do Exército, na Vila Militar do Rio de Janeiro. Condenado a 26 anos, agora a prisão preventiva se converte em execução da pena.

Também foi decretado nesta terça-feira (25) o fim do processo contra o delegado Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão. Mas ele fugiu do Brasil para os Estados Unidos logo depois do julgamento. Agora ele é considerado foragido da Justiça.

O delator do caso, coronel Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro, já estava cumprindo a pena de dois anos desde o começo de novembro, em regime aberto.

As execuções e condenações dos réus seguiram para votação do colegiado do STF. Até a noite de ontem, os ministros Flávio Dino e o próprio Alexandre de Moraes tinham referendado a decisão. Cristiano Zanin e Cármen Lúcia não tinham finalizado voto até o fechamento desta edição.