A ampliação dos investimentos em infraestrutura e logística, a criação de incentivos para qualificação profissional e o fortalecimento da segurança jurídica estão entre as prioridades cobradas por entidades empresariais de Apucarana e Arapongas do próximo presidente da República. Lideranças dos setores têxtil, comercial e moveleiro apontam que a redução do custo de produção e a estabilidade econômica são fundamentais para garantir a competitividade regional.
Na indústria do vestuário, os principais obstáculos envolvem gargalos logísticos e a escassez de trabalhadores. “É preciso garantir condições concorrenciais equilibradas entre produtos nacionais e importados”, cobra a presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Elizabete Ardigo. A dirigente ressalta que a melhoria no escoamento e a redução das tarifas de energia são urgentes. “A indústria brasileira enfrenta uma crescente dificuldade para contratar e reter trabalhadores. No setor de vestuário e confecção, essa realidade compromete a capacidade produtiva, limita a expansão das empresas e dificulta a geração de novos empregos”, acrescenta.
No comércio varejista, a busca por estabilidade institucional e valorização do empresariado guia as reivindicações. “O que nós pedimos é mais segurança jurídica e um ambiente em que tenhamos um comércio e uma indústria fortes, com o comerciante e o industrial valorizados”, afirma Aída Assunção, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana). Ela enfatiza a necessidade de políticas públicas abrangentes que contemplem também o agronegócio regional, garantindo previsibilidade para os investimentos locais.
Nesta segunda-feira (26), entidades representativas dos setores comercial, industrial e de serviços se reúnem no auditório da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), no Edifício Palácio do Comércio, e terão como objetivo elaborar uma carta de reivindicações a ser encaminhada a representantes políticos eleitos.
ARAPONGAS
Já no polo moveleiro de Arapongas, a demanda foca na automação industrial e na formação de mão de obra. “Hoje, a região tem uma carência de investimentos para automação. Os custos são altos devido à falta de mão de obra; uma coisa colide com a outra”, explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Irineu Borrasca. Borrasca aponta que a indefinição na transição da reforma tributária e as incertezas do período eleitoral provocam retração no mercado. “Temos que estimular novos talentos e criar projetos para integrar trabalhadores ao mercado”, defende.