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Saldo de empresas cresce 33% e região ganha 4 mil novos CNPJs

Cindy Santos

| Edição de 14 de agosto de 2026 | Atualizado em 14 de agosto de 2026

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A apucaranense Érica Aparecida Ferreira e o marido, Alexandre Oliveira, deram um passo importante para expandir seu negócio familiar no ramo automotivo. Eles estão entre os quase 4 mil empreendedores que abriram suas empresas formalmente neste ano na região. Levantamento feito pela Tribuna junto à Junta Comercial do Paraná (Jucepar) aponta 7.982 aberturas e 3.988 baixas entre janeiro e julho deste ano, com um saldo de 3.994 novas empresas em 28 municípios, uma alta de 33% em comparação ao ano passado no mesmo período (veja o infográfico).

Segundo a Jucepar, 89% do saldo é composto por Microempreendedores Individuais (MEIs), somando 3,5 mil negócios iniciados nessa modalidade. Na sequência, aparecem as Sociedades Empresárias Limitadas, com saldo de 1,6 mil. Em contrapartida, o formato de Empresário Individual encerrou o período com baixa de 442 firmas.

O segmento de comércio e reparação de veículos se destaca como a atividade com o maior número de novas empresas, somando 774 registros. O ranking segue com a indústria de transformação (625), transporte, armazenagem e correio (534), construção civil (343), atividades administrativas (383), serviços profissionais (335), informação e comunicação (128) e educação (110). Em relação aos municípios, os maiores saldos de novos CNPJs pertencem a Arapongas (1.662) e Apucarana (1.211).

Entre as novas empresas da região está a auto elétrica Fênix, de Apucarana, administrada por Érica Aparecida Ferreira e pelo marido, o eletricista automotivo Alexandre Oliveira. Apesar de a empresa ter sido formalmente aberta em janeiro deste ano, o casal já atuava em uma oficina improvisada nos fundos de casa. Após sete anos de atividade, decidiram alugar um ponto comercial na Avenida Minas Gerais.

“Procurei um contador e aderi ao Simples Nacional para abrir a empresa dentro da lei, porque também dependemos da prefeitura e do Corpo de Bombeiros para a liberação do local e para trabalharmos tranquilos”, ressalta.

Érica conta que a decisão de formalizar a firma surgiu diante da falta de espaço e aumento da demanda. “Conversei com meu marido e a gente sentiu que era hora de procurar um ponto comercial”, comenta.

Segundo ela, os clientes antigos acompanharam a mudança de endereço e, devido à localização da auto elétrica, novos clientes começaram a aparecer. “Ter um negócio próprio é cansativo, mas também é muito gratificante”, salienta.