O projeto “Mais Saúde no Campo”, que nasceu na 16ª Regional de Saúde de Apucarana, foi apresentado ontem para técnicos das áreas de saúde e meio ambiente da macrorregional norte, abrangendo todos os municípios ligados a Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ivaiporã. O evento foi sediado no anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina.
O secretário de estado da saúde, Beto Preto, participou da abertura e falou sobre o projeto, em transmissão online. “Este é um importante trabalho que visa discutir a qualidade da água e o saneamento no campo. O objetivo é proteger os trabalhadores e suas famílias que vivem na zona rural”, anunciou Beto Preto. Ele acrescentou que com o apoio das regionais e dos municípios, a Sesa busca estratégias e ações pontuais para melhorar a saúde das famílias.
O projeto faz parte de um conjunto de ações estratégicas coordenadas pela Sesa e que visa também prevenir e reduzir riscos. “Cada vez mais temos visto as consequências dos desmatamentos, com a presença de animais silvestres nas áreas urbanas. Tivemos recentemente a situação de surto de escorpiões por conta da mudança climática. Tudo isso precisa ser incluído numa discussão que vai melhorar o planejamento para chegarmos em ações efetivas”, explicou Beto Preto.
O evento teve as presenças de Márcia Propoiuki, coordenadora estadual do Vigiagua (Sesa); Márcia de Oliveira Amorim, secretária geral das microrregiões; e Paulo Vital, chefe da 16ª RS. A palestra de abertura foi ministrada pelo médico veterinário, André Romagnoli, da 16ª RS, que vem coordenando a estruturação do projeto “Mais Saúde no Campo”.
Conforme citou Romagnoli, foram diagnosticadas dificuldades em melhorar a qualidade da água no meio rural. “Acompanhamos vários trabalhos exitosos realizados na nossa região, em Borrazópolis, Cambira, Faxinal, Grandes Rios, Mauá da Serra e Marilândia do Sul”, informou.
Segundo Romagnoli, é preciso a adesão dos municípios, com apoio de órgãos do Governo do Estado para alavancar este projeto. “A meta do governo Ratinho Junior é recuperar cerca de 30 mil nascentes até 2026, com reforço de matas ciliares e outras medidas ambientais, que garantam a qualidade da água para consumo humano e o saneamento rural”, comentou.