A deputada estadual Flávia Francischini (União Brasil) afirmou ontem, em entrevista à Tribuna, que retornará ao Solidariedade em abril para tentar a reeleição em outubro. Ela afirma que sente falta de apoio às mulheres dentro da legenda para justificar a sua saída.
“Nós já tínhamos uma história com o partido Solidariedade. É um partido que nos respalda muito - o que não tenho no União -, de fazer uma capacitação das nossas candidatas, de ter esse olhar sensível, de ser recebida pelo partido e ter as minhas demandas atendidas”, disse.
Por conta disso, ela confirma que voltará ao Solidariedade, partido hoje presidido pelo marido, Fernando Francischini, no Paraná. “É por isso que vou voltar para o Solidariedade, com toda certeza”, disse.
Outro motivo para a saída do União Brasil é a situação eleitoral do Paraná. Flávia faz parte da base do governador Ratinho Junior (PSD), que tem como pré-candidatos o secretário Guto Silva, o ex-prefeito Rafael Greca e o deputado estadual Alexandre Curi, enquanto o União tem como pré-candidato o senador Sergio Moro.
“Nós gostamos muito do senador Sergio Moro antes mesmo de ele ser senador, mas não posso esquecer que sou da base. Eu tenho essa ligação muito grande com o governo, porque é o governo que me respalda, que me dá recursos todas as vezes que eu chego com algum ofício”, disse.
Na entrevista, ela também fez um balanço do seu trabalho na Assembleia Legislativa, principalmente em relação à inclusão.
Após consolidar o primeiro Código do Autista da América Latina no Paraná, a deputada - que é mãe de um menino autista - anunciou a criação do Código da Pessoa com Síndrome de Down.
“Na verdade, essa causa virou um propósito de vida para mim. Eu que venho da Polícia Federal, assim como meu marido, jamais pensei que me envolveria com a política, mas eu senti na necessidade de todos os pais, mães que não tinham uma voz para ser representados”, pontuou.
A deputada também prestou contas de sua atuação na região, lembrando de uma verba de R$ 500 mil para a construção da Capela Mortuária na região do Núcleo Habitacional João Paulo I. Ela também assegurou que destinará mais R$ 1,8 milhão para a construção de um novo CMEI em Apucarana.
A parlamentar, que é a primeira mulher a ocupar a 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa em 170 anos, destacou ainda que a sua cadeira é um espaço aberto para todas as mulheres paranaenses, independentemente das turbulências partidárias.