POLÍTICA

min de leitura - #

Funcionalismo pauta aprovação de requerimentos na Câmara

Da Redação

| Edição de 15 de junho de 2026 | Atualizado em 15 de junho de 2026

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O funcionalismo municipal dominou a sessão da Câmara de Apucarana de ontem. Com as galerias ocupadas por por servidores -notadamente da Autarquia Municipal de Educação (AME) -, os vereadores aprovaram dois requerimentos direcionados ao Executivo, um Solicitando informações sobre pagamento de elevações e progressões funcionais dos professores da rede municipal, outro requerendo concessão de vale-alimentação aos servidores públicos que ganham menos de R$ 2.5 mil.

Os requerimentos, de autoria do vereador Lucas Leugi, com assinatura de outros vereadores, foram incluídos na pauta da sessão na esteira de uma manifestação realizada no último sábado por servidoras que atuam na limpeza e como cozinheiras em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Elas reclamam de prejuízos a carreira, pedem piso salarial da categoria, de R$ 2,1 mil e questionam benefícios pagos a terceirizados, que recebem auxílio-alimentação. Em nota, a Prefeitura informou que nenhuma das servidoras que participaram da manifestação recebe menos de R$ 2.190,30, além de contar com os demais direitos da carreira, como licença-prêmio, licença por merecimento, décimo terceiro salário, adicional por tempo de serviço, avanços e progressões.

O requerimento solicitando informações sobre a possibilidade de implantar vale-alimentação foi aprovado por unanimidade, mas com apontamentos.

“Evidentemente gente entende que é justa a pauta, mas até o ano que vem a gestão terá um estudo técnico para avaliar essa questão de ajuste de carreiras. Nós vamos aprovar porque é um pedido de informações. Agora a gente precisa separar o discurso da ação porque o avanço tem que que vir de uma construção, de um diálogo e não de medidas eleitoreiras”, afirmou o vereador Tiago Cordeiro (PDT), que citou vários avanços na atual gestão, como pagamento de avanços e instituição de remuneração mínima à categoria.

Líder do prefeito na Câmara, Moisés Tavares (Avante), também reforçou o posicionamento. “Até para não criar ilusão, requerimento é totalmente diferente de um projeto de lei. A partir do momento que vira política pública precisa ser exercido. Diferentemente dos servidores da educação que tiveram um calote no INSS”, comentou.

O presidente da Casa, Danylo Acioli (MDB) destacou a participação das servidoras na sessão e sugeriu melhorias para a classe. “Elas trabalharam o dia inteiro e estão aqui acompanhando a sessão, de modo que nós precisamos apoiar esse movimento. Nós também precisamos olhar para adicional de insalubridade para auxiliares de serviços gerais, que é algo que eu defendo e já até falei como prefeito sobre isso”, comentou.

SINDICATO

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Apucarana e Região (Simap), Elizabete Costa de Sousa, acompanhou a sessão e afirmou que a insatisfação da categoria não é recente. segundo ela, as cobranças já ocorrem há meses e têm origem em gestões passadas. “Isso vem desde a administração anterior, o pessoal dos serviços gerais da educação vem se sentindo desprestigiado”, afirma, acrescentando que a chegada do setor privado na prestação do serviço ampliou a insatisfação.