POLÍTICA

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General chama de ‘fantasia” delação de Mauro Cid

Da Redação

| Edição de 26 de setembro de 2023 | Atualizado em 26 de setembro de 2023

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O general Augusto Heleno classificou como “fantasia” a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, que relatou à Polícia Federal detalhes de uma reunião do então presidente Jair Bolsonaro com a cúpula das Forças Armadas para discutir a possibilidade de um golpe de Estado com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não existe um ajudante de ordens sentar numa reunião com comandantes das Forças. Isso é fantasia”, disse Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na gestão Bolsonaro, durante depoimento nesta terça-feira à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) confrontou a declaração do ex-ministro ao apresentar uma foto de Mauro Cid em uma das reuniões de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas no Palácio do Planalto, em 2019, inclusive com a participação de Heleno. O militar capitulou alegando com ajudante de ordens não participava ativamente dos encontros.

Na oitiva, Heleno, que prestou na depoimento na condição de testemunha, tentou se descolar da delação de Cid durante os questionamentos da relatora, Eliziane Gama (PSD-MA). Em dado momento, o ex-ministro falou palavrões em crítica às perguntas da senadora. “Ela fala as coisas que ela acha que está na minha cabeça. P…, é para ficar p…, p… que pariu”, disse.

O conteúdo da delação de Cid foi revelado na semana passada. De acordo com o relato de Cid à PF, Bolsonaro – enquanto ainda era presidente – teria recebido do assessor Filipe Martins uma minuta de decreto para prender adversários e convocar novas eleições.

Bolsonaro, então, ainda segundo Cid, teria levado o documento para a alta cúpula das Forças Armadas, obtendo apoio do almirante Almir Garnier Santos. Bolsonaro negou as acusações do ex-ajudante de ordens. (ESTADÃO CONTEÚDO)