O Fórum Eleitoral de Apucarana marcou para o próximo dia 26, às 14 horas, a nova retotalização dos votos das eleições proporcionais de 2024. A data foi anunciada após o recebimento do acórdão da votação realizada no último dia 10 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), em Curitiba, quando a Corte rejeitou dois recursos apresentados pelo partido Democracia Cristã (DC), que elegeu o vereador Adan Lenharo.
Durante julgamento, o TRE-PR manteve decisão da Justiça Eleitoral de Apucarana que anulou os votos do DC nas eleições de 2024 por fraude à cota de gênero e determinou a retotalização dos votos válidos e o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário. A decisão provoca mudanças em duas cadeiras na Câmara de Apucarana, com o ingresso de Lucas Leugi (PSD) e de Pablo da Segurança (Cidadania). Leugi foi o quarto candidato mais votado nas eleições, mas seu partido não havia atingido quociente eleitoral para eleger um vereador. Além de Adan Lenharo, o Agir perde uma das duas atuais vagas no Legislativo de Apucarana.
O Fórum Eleitoral de Apucarana confirmou no final da tarde de ontem o recebimento do ofício sobre a publicação do acórdão e anunciou a data da nova retotalização dos votos.
Além da cassação de Adan Lenharo, do DC, um vereador eleito pelo Agir também será afetado, já que o partido passará a contar com apenas uma cadeira no Legislativo após a retotalização, segundo fontes ligadas ao processo.
A vaga junto à Justiça Eleitoral é de José Aírton Deco de Araújo, que foi o candidato do Agir mais votado no pleito. Deco está atualmente licenciado para atuar na Autarquia Municipal de Serviços Funerários (Aserfa), mas precisará ser diplomado e tomar posse novamente, assim como todos os demais vereadores. Caso decida se licenciar mais uma vez para ficar na Aserfa, Facchiano herdaria a vaga como primeiro suplente do Agir, deixando a Câmara o vereador Wellington Gentil, segundo suplente.
É a segunda retotalização dos votos realizada em Apucarana. A primeira beneficiou o médico Odarlone Orente (PT), decorrente da anulação dos votos do Podemos, também por fraude à cota de gênero. Odarlone, o mais votado nas eleições também não tinha atingido quociente eleitoral, e assumiu a vaga do vereador Luiz Vilas Boas (PDT) por conta do recálculo eleitoral e, desde o final de junho, ocupa uma das cadeiras no Legislativo.