O segundo semestre começa com uma pendência no Congresso Nacional: a votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) elaborada pelo Governo Lula (PT). O texto que orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) deveria ter sido aprovado até 17 de julho por senadores e deputados, mas a análise da matéria foi adiada a pedido do próprio Poder Executivo.
Antes de uma definição sobre a LDO no Congresso, o Palácio do Planalto quer que a Câmara vote o novo arcabouço fiscal. Aprovado em junho pelo Senado com alterações, o projeto de lei complementar que limita o crescimento anual das despesas da União voltou à analise dos deputados.
“O governo pediu para não votar a LDO e esperar a decisão sobre o arcabouço. A partir da decisão do arcabouço, vamos adequar a LDO àquilo que sair da Câmara dos Deputados”, explica o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA).
Segundo o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, a votação do arcabouço deve ocorrer em agosto. Para o cronograma orçamentário previsto na Constituição, o prazo é apertado. (DAS AGÊNCIAS)