O chefe da 16ª Regional de Saúde (RS), Lucas Leugi (PSD), confirmou ontem que irá deixar o órgão para reassumir uma vaga na Câmara de Vereadores de Apucarana. Ele é um dos beneficiados pela decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), que rejeitou anteontem dois recursos apresentados pelo partido Democracia Cristã (DC), que elegeu o vereador Adan Lenharo, e determinou a retotalização dos votos das eleições de 2024.
Ele agradeceu a indicação para comandar a 16ª RS feita pelo secretário de Saúde, Beto Preto, mas destacou que foi o quarto candidato a vereador mais votado e que precisa retribuir os votos voltando para o Legislativo. “Estava ansioso por isso, até porque nós tivemos uma votação expressiva. Fizemos 2.148 votos na eleição, o quarto mais votado, e a gente tem que poder retribuir um pouco da confiança que as pessoas depositaram, com muita responsabilidade, com muito trabalho, sempre pautado na verdade”, assinalou Leugi em entrevista a Tribuna/TNOnline.
No entanto, ele não descarta analisar eventuais convites futuros. “Nós vamos assumir o mandato. Posteriormente, se eu receber um convite, eu tenho que analisar com o nosso grupo político, que hoje é liderado pelo médico Beto Preto, mas, óbvio, com muita responsabilidade, sempre pensando no bem-estar da nossa gente”, assinalou.
Conhecido por sua postura combativa na Câmara em seus dois últimos mandatos, Lucas Leugi destacou que não vai alterar seus princípios. “Os eleitores confiaram o voto em mim e no meu estilo de fazer política. Não posso fugir desse estilo”, disse, criticando os políticos que “mudam de postura depois de eleitos”.
Sobre o prefeito Rodolfo Mota (União Brasil), ele disse que ainda é muito cedo para fazer uma avaliação, mas mandou um recado para o atual gestor. Ele lembrou que foi vereador com Rodolfo Mota e, que, na época, ele fazia oposição. “Falar mal de oposição agora não dá, sendo que foi”, assinalou.
Ao comentar a execução da dívida de R$ 1,3 bilhão em Apucarana, Leugi criticou o discurso de “vitimismo” sobre o problema por parte da atual gestão em Apucarana, assinalando que essa situação financeira não é novidade na cidade. “Casou com a viúva, tem que cuidar dos filhos”, disse.
“Sabíamos a situação que estava [...].. Não dá para colocar a culpa sempre nos antecessores e se fazer de vítima”, disse, afirmando que é preciso buscar soluções para a situação das finanças.
Sobre o trabalho na 16ª RS, ele fez um balanço positivo. “Avançamos na questão do Opera Paraná, que é o maior programa de cirurgia eletiva do Brasil. Nós conseguimos trazer isso para a Regional e estender para os municípios em uma oferta ampla”, assinalou.