O governador eleito do Paraná, Sergio Moro, reuniu-se anteontem com a diretoria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), no Campus da Indústria, em Curitiba, onde apontou o fortalecimento do setor industrial como prioritário para acelerar o crescimento econômico do estado. Conduzido pelo presidente da entidade e vice-governador eleito, Edson Vasconcelos, o encontro serviu para a apresentação das primeiras diretrizes da futura administração, que incluem corte de secretarias, uma pauta rigorosa de combate à corrupção e uma maior ponte com a bancada federal.
Durante a reunião, Moro afirmou que a indústria terá papel central em seu plano de desenvolvimento. Segundo ele, o governo estadual atuará para mapear e eliminar gargalos históricos de infraestrutura e regulação que travam a produtividade no Paraná, buscando torná-lo mais competitivo no cenário nacional.
Para qualificar o ambiente de negócios, o governador eleito anunciou a intenção de criar uma secretaria voltada exclusivamente ao controle preventivo e ao combate a desvios. “ Vamos criar uma secretaria anticorrupção porque a gente sabe que, além da carga tributária pesada que existe no nosso país, que acaba gerando ineficiência, tem também muitas vezes a taxa da propina, que impede um desenvolvimento mais adequado da atividade econômica”, disse.
No campo administrativo, Moro reforçou o compromisso de reduzir a máquina pública paranaense, atualmente composta por 24 secretarias, apostando em quadros técnicos.
Em relação à convivência com a administração federal, Moro declarou que conduzirá o diálogo em bases estritamente institucionais, sem conflitos.
“Evidentemente, não com muros, não comqualquer espécie de antagonismo desnecessário com o governo federal, mas queremos seguir um caminho diferente, um caminho em que a gente acredita, que é o caminho da prosperidade, da liberdade, da modernização, de buscar transformar o Paraná num Estado mais competitivo”, afirmou.
Ele defendeu ainda uma atuação articulada e contínua junto à bancada de deputados federais e senadores paranaenses no Congresso Nacional. “Algo que sempre observei de maneira crítica nesse período que estive lá em Brasília (como senador) foi que nós não tínhamos uma orientação por parte do governo do Estado. Nós queremos ter uma bancada federal que tenha sua autonomia decisória, evidentemente, mas que pelo menos seja orientada de que a aprovação de uma lei pode impactar negativamente a atividade econômica do nosso Estado. Temos que ter esse acompanhamento mais de perto”, explicou.