Fechando as ações do mês Agosto Lilás, campanha que visa o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Apucarana se reuniu nesta semana a delegada da Mulher de Apucarana, Luana Lopes. Ela relatou à procuradora-adjunta Denise Carletto que desde janeiro deste ano a Delegacia da Mulher já registrou 720 Boletins de Ocorrência (B.O) decorrentes de violência contra a mulher.
“A violência mais relatada pelas mulheres que nos procuram é a psicológica. São 80% dos casos que chegam até a gente. Neste caso, o parceiro faz ameaças, humilha e menospreza a vítima. Para que a gente consiga ajudar essa mulher, que sempre chega muito vulnerável até a nossa equipe, é preciso oferecer um atendimento humanizado, pois a vítima precisa ser amparada naquele momento”, explica a doutora Luana.
Como forma de prevenção, a delegada diz que é possível antecipar sinais de violência e identificar um agressor. “Sem dúvida, o ciúme e o amor exagerado, além de comportamentos já servem de alerta. Um deles é o parceiro ficar controlando o tipo de roupa que a mulher veste, dizendo que a saia está curta demais, por exemplo. É preciso ficar atento aos sinais e se perceber, cortar relações o quanto antes”, reforça.
Ainda como forma de prevenir a violência, Luana acredita que educar as crianças sobre o assunto nas escolas é fundamental para que o cenário possa mudar futuramente. “A violência é cultural. Por isso, precisamos ensinar as crianças a identificarem um agressor e que ser vítima de violência está errado. Além disso, é importante educar os meninos desde cedo para que não virem homens violentos”, acrescenta.
Conforme informações da delegada, sexta-feira e segunda-feira são os dias em que as vítimas mais procuram o órgão público. “Na sexta, essa mulher já está desesperada com medo do que está por vir durante o final de semana. Já na segunda, a mulher nos procura para relatar o que ocorreu durante o fim de semana”, esclarece.