POLÍTICA

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Quase 600 pessoas procuram Fórum Eleitoral para regularizar títulos

Da Redação

| Edição de 06 de maio de 2026 | Atualizado em 06 de maio de 2026

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O Fórum Eleitoral de Apucarana registrou grande movimentação nesta quarta-feira (6) no último dia do prazo para solicitar a emissão do primeiro título de eleitor, transferir o domicílio ou regularizar pendências junto à Justiça Eleitoral. Muitos jovens aproveitaram para garantir o documento e, assim, participar das eleições de outubro. Durante o atendimento quase 600 pessoas passaram pelo órgão. A partir de hoje o sistema será bloqueado em todo o país, permanecendo indisponível até novembro. 

A chefe de cartório do Fórum Eleitoral de Apucarana, Andrea Silva Milanin, garantiu que todos que chegarem dentro do horário de expediente não ficarão sem o serviço. “Já foram emitidas hoje (nesta quarta-feira) pouco mais de 400 senhas. O cidadão que comparecer ao Fórum Eleitoral até as 18 horas e retirar sua senha será atendido ainda hoje”, explicou.

O encerramento do cadastro cumpre a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que proíbe alterações nos 150 dias que antecedem o pleito. A chefe de cartório ressalta a rigidez da data. “Esse é um prazo legal, previsto em lei, que o cadastro eleitoral fecha 150 dias antes da eleição. Esse prazo não é prorrogável”, afirmou.

A chefe de cartório lembra as consequências de ignorar o prazo. “O eleitor que está com o título cancelado, por não ter colhido a biometria em 2015 ou por não ter votado nas três últimas eleições, não vai conseguir votar no dia 4 de outubro”, detalhou Andreia.

Muitos adolescentes aproveitaram o último dia para garantir a participação na primeira eleição de suas vidas, enxergando o documento como uma ferramenta de mudança e representatividade.

Para a estudante Maria Gabriela Khun Vilas Boas, de 17 anos, o foco é a diversidade na política. “Através do meu voto eu quero principalmente aumentar o número de mulheres em altos cargos políticos. Então, eu tenho que fazer a minha parte”, disse. 

O irmão gêmeo, Rafael Khun Vilas Boas, pretende exercer o seu direito de voto e escolher alguém com ideias parecidas com as dele. “Acho muito importante ter um presidente que eu me identifique assim”. Ele reforça que a família teve um papel central nessa decisão. “Desde muito cedo a gente tem muito contato com política, que é algo muito falado na nossa casa”, disse.