POLÍTICA

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Senado analisa fim dos “saidões” de presidiários

Da Redação

| Edição de 11 de janeiro de 2024 | Atualizado em 11 de janeiro de 2024
Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) realiza com 18 itens. Entre eles, o PLP 77/2022, que exclui o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) de eventuais contingenciamentos.

À mesa, em pronunciamento, relator adoc, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) realiza com 18 itens. Entre eles, o PLP 77/2022, que exclui o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) de eventuais contingenciamentos. À mesa, em pronunciamento, relator adoc, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Os feriados, em geral, são as datas preferidas pelos juízes para concederem o “saidão” temporário, direito previsto em lei aos presidiários em regime semiaberto. No entanto, as notícias de evasão e de crimes no período retomam a discussão sobre a permanência desse mecanismo de ressocialização. Após o Natal de 2023, o governo de São Paulo informou que 398 dos beneficiados foram recapturados por novos delitos. Também em dezembro, um criminoso que usufruía do saidão confessou às autoridades que matou a cozinheira Renata Teles em um hotel em Campinas (SP). Para acabar com as saídas temporárias, a Câmara dos Deputados aprovou, em agosto de 2022, o Projeto de Lei (PL) 2.253/2022, que tramita na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado, o qual põe fim ao benefício.

Apesar do número de deputados favoráveis ao projeto ser três vezes maior que os contrários, o fim do benefício está longe do consenso. É o que informou o Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej) ao presidente da CSP, senador Sérgio Petecão (PSD-AC). Em visita ao parlamentar recentemente, o presidente do Consej, Marcus Castelo Branco Rito, pediu mais tempo para que o conselho elabore uma nota técnica sobre o projeto com maior aceitação de seus membros.

O representante do Conselho de Polícia Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Alexander Barroso, também defende incluir mais órgãos públicos nos debates.

Favorável ao projeto, o relatório do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à CSP afirma que a superlotação e a precariedade das instalações do sistema carcerário prejudicam a ressocialização adequada dos presos e, por isso, traz mais perigo no retorno dos presidiários às ruas. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, diz o senador.

Mas, para o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a saída temporária como meio de reinserção social é importante para os outros presos, para não reincidirem em novos crimes. (AGÊNCIA SENADO)