POLÍTICA

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Vereador da região é condenado por violência política de gênero

Da Redação

| Edição de 06 de outubro de 2025 | Atualizado em 06 de outubro de 2025

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O vereador de Marilândia do Sul, Jean Bueno (PL), foi condenado pelo crime de violência política de gênero. A sentença foi publicada na sexta-feira (3) pelo juiz da 76ª Zona Eleitoral, Gabriel Kutianski Gonzalez Vieira em ação que investigava conduta do vereador, na época dos fatos presidente do legislativo, em relação a vereadora Cradenil Shibao (PTB). O parlamentar foi condenado criminalmente. A Justiça também determinou pedido público de desculpas, suspensão dos direitos políticos e pagamento de R$ 5 mil a título de indenização.

O caso aconteceu em 19 de fevereiro do ano passado, quando a vereadora foi impedida de usar uma camiseta com os dizeres “Vote Nelas” em sessão oficial. Segundo os autos, a vereadora foi procurada antes da sessão pelo então presidente da Casa, que pediu que ela não usasse a camiseta. A ação inclui um segundo fato, registrado em 26 de fevereiro de 2024, quando o presidente da Câmara, na ausência da vereadora comentou o caso na sessão. Nos dois casos, segundo a vereadora, os argumentos foram desrespeitosos.

Cradenil, que foi vereadora por dois mandatos, não concorreu as eleições em 2024. “Me senti totalmente desestimulada”, comentou ela. A ex-vereadora, que atua como corretora de imóveis e perita judicial, atualmente está cursando Direito e afirma que a Justiça foi feita. “Sentimento de justiça eficaz por mim e muitas mulheres que já enfrentaram situações parecidas ou piores que a minha. Não é só uma camiseta. São palavras ofensivas, gestos, risadinhas quando fazemos uso da fala na Tribuna”, afirmou.

O vereador Jean Bueno afirma que irá recorrer da decisão. Ele assinala que seguiu uma recomendação da controladoria interna para não permitir pedidos de votos no plenário. Por isso, na condição de presidente da Casa na época, o vereador afirma que comunicou os colegas sobre a proibição do uso da camiseta e de outras manifestações do tipo.

Ele frisa que “não tem nada” contra o movimento Vote Nelas ou “contra as mulheres” na política, mas que sua posição foi apenas no sentido de impedir que se pedissem votos no plenário.