POLÍTICA

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Vereadores votam vetos do Executivo na 1ª sessão do ano

Gabriela Jacuboski

| Edição de 08 de janeiro de 2026 | Atualizado em 08 de janeiro de 2026

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A Câmara Municipal de Apucarana realizou, nesta quinta-feira (8), a primeira sessão extraordinária de 2026 para deliberar sobre nove vetos do Executivo a emendas do Plano Plurianual (PPA) de 2026 a 2029. A lei foi aprovada no fim de 2025. A grande maioria dos parlamentares votou pela manutenção dos vetos, validando a decisão do prefeito. O voto contrário foi do vereador Lucas Leugi (PSD). 

A justificativa do Executivo para os vetos - que versavam sobre emendas do Legislativo ao orçamento - foi a existência de entraves técnicos e burocráticos que impediriam a execução imediata do orçamento caso as emendas fossem mantidas no formato original.

De acordo com o vereador Moisés Tavares (PP), líder do Prefeito na Câmara, a votação foi fruto de um acordo político firmado previamente com o prefeito Rodolfo Mota (União). Segundo ele, algumas emendas apresentadas ainda em 2025 não estavam cumprindo os requisitos técnicos exigidos. Desta forma, o PPA referente aos próximos quatro anos corria o risco de não ser aprovado pelo Tribunal de Contas. “Para que o orçamento possa rodar, os servidores receberem salários e os fornecedores serem pagos, foi necessário aprovar os vetos. O prefeito, no entanto, se comprometeu a realizar todas as emendas”, garantiu. 

O vereador Guilherme Livoti (União Brasil), relator dos vetos na Comissão Especial Temporária do Legislativo, classificou a situação como “atípica” e destacou que foi encontrada uma tese jurídica para dar segurança à votação. Guilherme também criticou falhas nos textos dos vetos enviados pelo Executivo e erros na redação por parte da equipe técnica da Câmara.

O vereador Lucas Leugi (PSD) foi o único a votar contra a manutenção dos vetos. Ele defendeu a prerrogativa do Legislativo de emendar o orçamento. “Se a gente não fizer valer o direito do Legislativo, se nós não fizermos com que ele tenha força, nós teremos só um poder, só uma voz, só um que está certo na cidade de Apucarana”, declarou.

A sessão foi presidida pela vereadora Eliana Rocha (Solidariedade). O presidente da Casa, Danylo Acioli (MDB) participou da sessão de forma remota. Já o vereador Odarlone Orente (PT) não compareceu.

A sessão extraordinária foi convocada para dar celeridade ao processo, uma vez que o início dos trabalhos legislativos está marcado para o próximo dia 2 de fevereiro. A apreciação de vetos é feita em votação única.