É absolutamente inaceitável que empresas de confecções de Apucarana continuem poluindo áreas verdes e fundos de vale na cidade. É preciso aumentar a fiscalização e, principalmente, a conscientização dos empresários, principalmente de pequeno porte, que atuam em facções.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente lavrou dez flagrantes no ano passado de poluição. No entanto, esse número é muito maior. Basta circular pela periferia da cidade para encontrar pilhas de recortes de tecido e latas de tinta, entre outros produtos de confecções, despejados irregularmente. Na maioria dos casos, facções jogam durante a madrugada seus restos de produção em locais inapropriados. Isso torna difícil o flagrante e a identificação dos responsáveis.
Os locais mais procurados para eliminar o lixo industrial são as regiões do Parque Ecológico da Raposa, Vale D’água e no Jardim Interlagos.
Entre os produtos descartados estão tecidos, silk – tinta usada para estampar roupas e bonés – fio, poliéster, entre outros. É algo que traz danos enormes ao meio ambiente, principalmente o silk, que contamina o solo e a água.
Esse é um problema histórico em Apucarana, que precisa ser combatido numa parceria entre a indústria e o poder público. Cada fábrica precisa elaborar o seu Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). No entanto, isso não ocorre, principalmente entre as facções, muitas das quais atuam ainda na informalidade, até mesmo na produção de produtos de marca falsificados.
Por isso, é preciso unir esforços. A Prefeitura tem buscado reduzir a informalidade, incentivando a formalização de empresas. Agora cabe também à indústria, por meio do Arranjo Produtivo Local de Boné (APL) e também o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana (Sivale) encontrar mecanismos nesse sentido. Isso é fundamental para a proteção do meio ambiente, mas também para a economia do município, de modo geral. A população também deve fazer a sua parte, denunciando os autores desse tipo de infração ambiental. É preciso unir esforços para resolver esse grave problema em Apucarana.