OPINIÃO

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​ Mão de obra jovem é uma boa notícia para economia

Da redação

| Edição de 05 de agosto de 2017 | Atualizado em 05 de agosto de 2017

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Pesquisa divulgada nesta semana pelo Ipardes, com base em dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged), aponta que os trabalhadores jovens, entre 18 e 24 anos, lideraram em contratações no estado no primeiro semestre. Essa faixa etária foi responsável por 30% das admissões no período.
No saldo entre admissões e demissões, o saldo desta faixa etária foi positivo em26,9 mil vagas, um desempenho bastante superior ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de 11,6 mil vagas.
O número é considerado positivo pelos economistas porque a parcela jovem da população, notadamente a que está em busca do primeiro emprego, é a que mais vem sofrendo com o desemprego. 
No primeiro trimestre, a taxa de desocupação do Brasil alcançou 13,6%, já na faixa dos 18 a 24 anos alcançou 28,8%. O índice é o maior já apurado. 
No Paraná, pelo mesmo levantamento disponível, que é medido pelo IBGE, mostra um índice de desemprego geral de 10,3% em todo Estado, menor portanto que a média nacional.
Os jovens tradicionalmente têm maior fatia de participação nos índices de desemprego, mas por conta da crise que se arrasta desde 2014, essa fatia da população vem sendo mais afetada.
O trabalhador jovem é duplamente afetado pela situação econômica do país. Por um lado tem menor chance ao disputar as vagas de trabalho oferecidas pela falta de experiência, de outro está em primeiro lugar na linha de corte por conta do custo menor da indenização trabalhista.
Ironicamente, o trabalhador jovem nunca esteve melhor preparado, pelo menos em termos de nível de instrução. O crescimento da oferta de ensino superior nos últimos anos, principalmente na esfera privada alavancada pelo Prouni e pela melhoria de renda da população no período anterior à crise, elevou o número de estudantes universitários de 1,1 milhão para 4 milhões entre 2011 e 2015. 
Por conta dessa dificuldade tradicional de ingresso no mercado de trabalho, várias iniciativas do governo federal tentaram melhorar os índices de empregabilidade do jovens, incluindo programas ambiciosos que previam inclusive subsídios para empresas que abrissem essas vagas. Assim como Pronatec, esses programas morreram na praia.
Contudo, uma economia em que os jovens não participam não tem como prosperar. Bem por isso, os números do mercado paranaense devem ser comemorados, mais que isso, essa tendência precisa ser fortalecida. Incentivar a formação de mão de obra específica para o mercado de trabalho é um caminho, identificar onde está a demanda de trabalho e atuar nessa esfera é outro.