A situação da Estrada do Ceboleiro, utilizada como desvio do pedágio da BR-369, em Arapongas, precisa ser revolvida. A Prefeitura fechou ontem pela manhã novamente o acesso pela Rua Rabilonga-Vermelha, um dia após integrantes do Movimento Tarifa Zero reabrirem a passagem. Esse “abre e fecha” é inaceitável. É preciso bom senso para acabar de uma vez com esse imbróglio.
A Estrada do Ceboleiro liga Arapongas a Rolândia. O acesso pela Rua Rabilonga-Vermelha é alvo de polêmica há anos. A concessionária Viapar, responsável pela BR-369, fechou o local alegando uma decisão judicial favorável e também um acordo com a Prefeitura. Um quilométrico muro chegou a ser construído para evitar a passagem de veículos.
Com o surgimento do “Tarifa Zero”, a estrada virou alvo de uma disputa. Em pelo menos três oportunidades, o movimento abriu a passagem e a concessionária fechou, gerando enorme polêmica com muitos araponguenses.
Após vários protestos, o prefeito Sérgio Onofre da Silva (PSC) decidiu negociar pessoalmente com a Viapar e obteve uma série de descontos para motoristas araponguenses. Primeiro, nove mil passagens mensais com descontos para moradores que passam diariamente pelo pedágio, como estudantes, trabalhadores e pacientes que fazem tratamento médico em Rolândia, Cambé e Londrina. O desconto é de 79% da tarifa para veículos de passeio e de 74% para veículos pesados. Por último, garantiu desconto de 76% para motocicletas emplacadas na cidade. O acordo firmado ainda com a Viapar prevê investimentos na ordem de R$ 16 milhões no Município na realização de algumas obras viárias. Em contrapartida, a prefeitura se comprometeu a manter fechado o acesso à Estrada do Ceboleiro via Rua Rabilonga-Vermelha.
Houve, inegavelmente, avanços nas negociações com a Viapar com o envolvimento do prefeito Sérgio Onofre. O movimento Tarifa Zero tem crédito por abrir esse debate, mas nada foi conquistado com radicalismos. É preciso negociar e conversar. A Viapar está respaldada por uma concessão e também por decisões judiciais, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF). Esse abre e fecha da Estrada do Ceboleiro não pode continuar e de nada vai adiantar. A concessionária já deixou claro que não concederá descontos para todos araponguenses nesse contrato de concessão. É preciso resolver esse impasse com bom senso.