Politicagem é um termo pejorativo que serve de carapuça para muitos militantes da política, que se alvoroçam como os grandes salvadores da pátria. São pessoas que dizem ter seus interesses voltados para defender o eleitorado, quando, na verdade, defendem a si próprios e fazem da política um meio de vida.
Se acompanharmos a vida do politico, percebe-se, nitidamente, com raríssimas exceções, que suas pretensões estão voltadas para si e para seus apadrinhados e o seu eleitorado colocado em segundo plano. Espero não estar enganado.
Em períodos eleitorais, seu comportamento é outro. É afável, amigo, faz promessas e mais promessas e outras tantas e tantas “cossitas mais” que, na maioria das vezes, já foram objeto de promessas em campanhas eleitorais anteriores.
A politicagem, de modo geral, possui um significado pejorativo, depreciativo e até desagradável de quem diz uma coisa e faz outra. A coletividade fica como que no esquecimento, tornando-se uma política de interesses pessoais, na troca de favores ou de realizações insignificantes.
Muitos têm a coragem de afirmar na linguagem popular que politicagem não passa de compra de votos, esquemas de corrupção entre políticos, desvios financeiros para beneficiamento próprio ou de outrem e as falsas promessas ao povo.
A politicagem como é entendida por todos está presente nas mais simples comunidades do interior até nos mais altos escalões da vida pública. Tornou-se como fato simples e corriqueiro na vida de certas pessoas, que é o “toma lá da cá”. O que é mais preocupante é que a “propina”, como é entendida, acabou sendo “moeda de troca” pelos favores recebidos.
O que se viu ultimamente é o envolvimento de empresas nos grandes projetos de interesse social, com o superfaturamento de obras, quando a diferença entre o valor real do empreendimento e o contratado e pago foi dividido entre os participantes.
A política, no entender dos cidadãos probos e bem intencionados, deveria ser encarada como um instrumento de trabalho para povo, objetivando implantar melhorias para a comunidade e dar dignidade ao cidadão que confiou em alguém que poderia fazer alguma coisa em seu nome e na confiança que depositou no eleito.
O cidadão em geral quer que o político trabalhe para o bem da comunidade e entende que é um projeto de poder que delega a alguém para construir uma nação honrada e digna, na qual todos tenham um bom padrão de vida e sejam orgulhosos. O cidadão de bem repugna aquele que age em seu nome pelo voto, que pratica negociata e falcatruas e está mais do que cansado de ser ludibriado com desvios de verbas que deveriam ser para medicamentos, saúde, educação, merenda escolar, investimentos. É o enriquecimento ilícito, o desvio de verbas, conchavos, escândalos, e outros meios escusos que deixam o cidadão estarrecido e até, por assim dizer, envergonhado de ser eleitor e brasileiro e de ter votado no candidato que tanto confiava.
Bem, a questão é simples de resolver. As próximas eleições estão aí.