OPINIÃO

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A Dilma de sempre no discurso do Senado

Da Redação

| Edição de 31 de agosto de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) mostrou coragem ao ir pessoalmente fazer sua defesa no Senado. No entanto, voltou a insistir na tese estapafúrdia de golpe e não respondeu de forma efetiva a nenhuma pergunta relativa ao crime fiscal comprovadamente praticado por ela na sua gestão.

Defensores de Lula e Dilma chegaram a afirmar que o discurso da presidente afastada no Senado entraria para a história. É uma visão que retrata apenas o fanatismo que envolve a aura lulopetista. Na prática, Dilma frustrou completamente as expectativas com um roteiro conhecido. Falou repetidamente de “golpe parlamentar”. Nem mesmo a presença do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que está comandando o julgamento final do impeachment, a constrangeu. Dilma seguiu com a fantasiosa tese de golpe, mesmo tendo todas as oportunidades de defesa, primeiro na Câmara, depois no Senado, e das provas contundentes de crime fiscal praticadas por ela – crimes estes que podem levar ao impeachment conforme a legislação.

Essa versão de golpe é mais uma afronta do governo do PT, que insiste em renegar as “pedaladas” fiscais que tanto prejuízo trouxeram às finanças do Brasil. A fraude fiscal de Dilma foi também uma tentativa de fraudar a opinião pública. Ao mascarar as finanças, a presidente afastada procurou mostrar ao país uma situação econômica irreal. No entanto, como diz o ditado, a mentira tem perna curta. Em pouco tempo, percebeu-se o rombo e a incapacidade de gestão. O resultado é conhecido, principalmente por 12 milhões de brasileiros que estão na fila do desemprego.

Dilma insiste que a crise brasileira reflete um contexto internacional de retração econômica. Ao posicionar-se dessa forma, a petista praticamente confessa o seu estelionato eleitoral. Na campanha de 2014, ela rebatia seus adversários quando estes apontavam as dificuldades financeiras do país, jogando para debaixo do tapete os problemas, visando a reeleição.

Por fim, a presidente Dilma perdeu a oportunidade de colocar os senadores contra a parede com argumentos mais sólidos. Isso porque, talvez, esses posicionamentos e provas de sua inocência nunca existiram.

No Senado, Dilma foi a mesma Dilma de sempre. Empolada e enrolada, com pouco a dizer além do que estava escrito em um roteiro que não foi redigido por ela. O discurso reforça a sensação de milhões e milhões de brasileiros: o futuro do país será melhor sem ela no Palácio do Planalto.