OPINIÃO

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A energia limpa precisa de incentivos

Tribuna do Norte

| Edição de 17 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A energia elétrica tornou-se um insumo caríssimo para a indústria e também para o trabalhador no orçamento doméstico. A crise energética no País fez com que o governo implantasse o sistema de bandeiras tarifárias, o que provocou um aumento exponencial na tarifa. Só em 2015, a alta deve passar de 40%. Se for contabilizado desde o ano passado, o aumento pode passar de 100%. É um peso muito grande.

O consumidores estão pagando o preço pelo alto custo da produção de eletricidade no país, que vem aumentando desde do final de 2012. Naquele ano, houve uma queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas, que acabou se agravando nos anos seguintes. Isso obrigou o governo a usar mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. É o principal argumento para justificar as contas de luz mais caras.
No entanto, é preciso rever a matriz energética brasileira. Outros países, com muito mais dificuldade em produzir energia, ofertam o insumo com preço mais baixo no mercado. Por que no Brasil isso é tão complicado?

A energia limpa é pouco aproveitada por aqui, mesmo nosso País sendo abundante em vento e sol. A geração distribuída, modalidade em que usuários geram sua própria energia elétrica, é uma das alternativas e precisa ser estimulada. Em Apucarana, o dono de uma oficina mecânica saiu na frente e está captando a luz solar para gerar energia no estabelecimento comercial e também na residência da família. A energia que sobra ajuda a alimentar a rede elétrica comum e se transforma em créditos. O investimento, de aproximadamente R$ 45 mil, seria o primeiro do tipo no município. O dono da oficina projeta a recuperação do dinheiro em até seis meses. Depois disso, adeus conta de energia para sempre.

A geração distribuída é um grande negócio para o consumidor e também para o meio ambiente, além de desafogar o sistema elétrico nacional. No entanto, o governo federal precisa colocar em prática políticas de incentivo a essa geração de energia limpa. A crise energética ligou o sinal vermelho para o modelo tradicional. É preciso buscar alternativas.