Para se conhecer a verdadeira personalidade de alguém é só investi-lo sob qualquer forma de poder. O poder inebria e transforma, radicalmente, a maneira de agir de determinadas pessoas mais cedo ou mais tarde. É incrível e impressionante a mudança que acontece nas pessoas. A empáfia e a arrogância dominam de imediato a conduta e o procedimento delas, tornando-as impossíveis e até intragáveis porque pensam que tudo podem e tudo é fácil.
No presente momento o nosso fabuloso Brasil passa por essa vergonhosa situação onde a propina, a corrupção e o suborno tornaram-se moedas de troca para se pleitear qualquer tipo de negociação que envolva vantagens para se participar, principalmente, que envolvam obras públicas como sói acontecer.
Essas palavras corroem no fundo a dignidade da pessoa que se venha envolver em negociatas escusas e nada é feito sem que haja “aquele por fora”. Deve-se entender que esse “por fora” vai ser embutido no valor da obra ou do serviço a ser contratado.
Parece que no mundo dos negócios essas ocorrências escusas acontecem com normalidade e corriqueiramente, quando, na verdade, deveriam ser totalmente banidos e cada um tomasse consciência do mal que isso causa a todos.
Os noticiários escancaram a cada instante essas transações ilícitas e prisões de pessoas de alto escalão na vida pública e que são altamente prejudiciais ao desenvolvimento de uma nação, porque a desonestidade mais cedo ou mais será revelada por alguém ou por algum ato ou deslize da desonestidade e ai é o caos e um corre-corre para justificar o injustificável e ai pode ser tarde demais.
Os fatos apurados do modo irregular e desonesto estão ai e são irrefutáveis pela comprovação e apuração das autoridades competentes. Encher-se de bens obtidos de maneira ilícita de nada valeram porque deverão ser restituídos com juros e correção monetária e prisões.
Após essa varredura de alguns pela conduta indigna e desonrada da vida pessoal de alguns detentores de funções públicas e ou que hoje pretendam alguma participação devem ter em mente e estejam convictos de que trarão sob suas costas a responsabilidade de prestar contas de seus atos e entendam que estão administrando a coisa pública não só para si como para uma comunidade que, por certo, estará de olhos abertos e que pedirá a prestação de contas e que não haja rancor e nem ranger de dentes.
Finalizando, é bom pensar que o mundo é para todos e cada qual na sua e não de alguns privilegiados e que cada um tenha a mesma igualdade de direitos e obrigações e entenda que todos poderão ter uma vida digna, honrada e tranquila e não para alguns privilegiados e ter em conta que a nossa Constituição no seu artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
OPINIÃO
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