A educação tem papel fundamental no desenvolvimento de um país. O Brasil, infelizmente, está muito atrasado. Em alguns estados, a infraestrutura é precária. Escolas estão em situação de abandono, enquanto professores vivem em petição de miséria. São mal formados, despreparados e recebem pouco.
No entanto, nem tudo está perdido. O avanço das aulas de contraturno é um exemplo positivo em meio a essas dezenas de desafios presentes no sistema. Desde 2013, o Paraná vem incentivando essas atividades extracurriculares. O objetivo, no futuro, é chegar à escola em tempo integral.
Nos núcleos regionais de Apucarana e Ivaiporã, o ensino no contraturno ganhou espaço e está presente em todos os colégios da região. Das 114 instituições de ensino pertencentes à rede estadual, apenas duas não têm essas atividades. Professores e alunos sentem o impacto desse projeto
No Paraná, são duas modalidades. A mais ampla e completa é o Ensino Integral, que mantém o aluno na escola com uma jornada mínima de estudos de sete horas diárias. As disciplinas da Base Nacional Comum, como Português, Matemática, História e Geografia, são intercaladas com a Parte Diversificada, envolvendo desde o aprendizado de Inglês e Espanhol, até atividades mais complexas, como Astronomia, Arqueologia, Artes e atividades em laboratórios. No entanto, essa modalidade alcança poucos estudantes. Na região, apenas o Colégio Estadual Antônio dos Três Reis de Oliveira, em Apucarana, e o Colégio Estadual Rui Barbosa, em Jandaia do Sul, ofertam ensino em tempo integral.
O Turno Complementar, ou contraturno, é o modelo mais comum. Os estudantes realizam as aulas das disciplinas comuns ao longo de um turno (manhã ou tarde) e as atividades complementares são desenvolvidas no contraturno. A matrícula para essas atividades é facultativa. São várias atividades disponibilizadas, com enfoque para a prática esportiva.
A importância desses projetos é indiscutível. Primeiro, os adolescentes não ficam na rua ou apenas na internet; segundo, mantêm-se num ambiente de aprendizado e socialização; terceiro, melhoram sua disciplina e capacidade de concentração. Enfim, a maior presença na escola garante maior tempo de aprendizagem.
É claro que faltam mais investimentos. O contraturno envolve recursos do Estado e também do Mais Educação, do governo federal. Porém, é preciso ampliar os cursos disponíveis e também melhorar a formação dos professores para que o contraturno seja eficaz, realmente, na formação.
Não há outro caminho ao país, de modo geral, a não ser investir em educação. Por mais conhecido que seja essa máxima, infelizmente, o Brasil insiste em desvalorizar os professores, em não investir em infraestrutura e não renovar sua atrasada política educacional.