OPINIÃO

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A irresponsabilidade diária no trânsito

Tribuna do Norte

| Edição de 13 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O alto número de suspensões de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) na região comprova, estatisticamente, que nossos motoristas estão mais desrespeitosos no trânsito. De janeiro a outubro deste ano, cerca de 1,5 mil condutores de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã perderam temporariamente o direito de dirigir. Os dados são do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e representam um aumento de 5,7% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A suspensão do direito de dirigir é aplicada sempre que o condutor atinge 20 pontos no somatório de infrações de trânsito. O prazo de duração da penalidade é de um mês até um ano. A cassação é aplicada em casos mais graves, quando há condenação judicial por delito de trânsito, condução de veículo com CNH suspensa ou quando o condutor é reincidente em infrações específicas, como tirar ‘rachas’, dirigir alcoolizado com nível superior a 6 decigramas por litro de sangue ou utilizar veículo para se exibir em via pública com manobras perigosas. Na região, foram 153 habilitações cassadas nesses primeiros 10 meses do ano.

Esse levantamento serve de alerta para autoridades e também motoristas. O número de CNHs suspensas somente aumentou porque os condutores descumpriram a legislação de trânsito. Ou seja, eles cometeram infrações em sequência, chegando ao limite de 20 pontos e, por isso, só puderam ou poderão voltar a dirigir após passar por um período de reciclagem.

O número alto de suspensões mostra o grave problema de educação no trânsito e ajuda a explicar o aumento de acidentes com feridos e mortes. Afinal, a maioria das colisões tem como causa a imperícia ou imprudência dos motoristas envolvidos.
Nem as campanhas de orientação nem as mortes no trânsito têm sido suficientes para mudar o comportamento de motoristas, que insistem em descumprir as regras básicas, desde estacionar em local permitido até usar cinto de segurança, respeitar os limites de velocidade e não dirigir após consumir bebidas alcoólicas.

A violência do trânsito tem o cidadão atrás do volante ou em cima da motocicleta como o principal responsável. É preciso mais educação e respeito, antes de tudo.