OPINIÃO

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A mentira

Por Thadeus Palka, advogado em Apucarana

| Edição de 14 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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É voz corrente que a mentira é ingrediente do brasileiro, no entanto, não se deve dar crédito a isso porque, na verdade, de uma forma ou outra alguém vai usar desse expediente para safar-se de um problema ou de uma situação ou encrenca em que se meteu.

A mentira está presente diariamente na vida de todo o ser humano que vive em convívio social. As mentiras podem ser classificadas em diferentes níveis, desde as “mentiras inofensivas”, que possuem uma finalidade de benevolentes, até as mentiras que tem o objetivo de prejudicar a vida de outra pessoa, por vingança ou pura maldade.

Várias maneiras de buscar na mentira fatos que só o mentiroso é capaz de conseguir algo em maior magnitude ou não, como: a mãe mente para o filho pequeno, afirmando que já volta, e na verdade se ausenta por longas horas; pessoas que dizem ser técnicos em tal ou qual área, não passando, na verdade, de meros aprendizes; do político que faz promessas em conseguir isto ou aquilo no período pré-eleitoral e depois de eleito esquece-se das promessas; do aluno que gazeteia aulas dizendo-se o melhor dos seus colegas; do vendedor de mercadorias que oferece o produto por um preço e depois entrega produto de inferior qualidade, etc. etc.

Quem não mentiu alguma vez, com certeza todos já mentiram; normalmente, a mentira nasce da necessidade do mentiroso em obter algum proveito ou se livrar de alguma situação que o incomode. O mentiroso compulsivo, por sua vez, não tem objetivo de mentir, fazendo isso mesmo quando não está sobre pressão social. A mitomania estuda esse transtorno psicológico quando a mentira é excessiva ou de forma compulsiva.

Há o dito popular que “a mentira tem pernas curta”, significando que toda mentira mais cedo ou mais tarde, acaba por ser descoberta. Se é verdade ou não, de fato, na maioria das vezes o mentiroso acaba sendo descoberto de seu modo de agir, ou por ele mesmo por um descuido.

Existem muitas suposições sobre como teria surgido o Dia da Mentira, mas a mais aceita é a de que a brincadeira começou na França em meados do século XVI.

Segundo a história, até o ano de 1564 o Ano Novo era comemorado no dia 25 de Março, sendo que as festas se estendiam até 1º. de abril. Com a instauração do calendário gregoriano pelo rei Carlos IX, o Ano Novo passou a ser celebrado em 1º. de Janeiro. No entanto, muitas pessoas continuavam comemorando a entrada do novo ano na antiga data (25 de março a 1º. de abril).

Assim, a mentira jamais poderá prevalecer para alcançar objetivos indignos e que visando o benefício de poucos em favor de pessoas inescrupulosas, como sói acontecer no mundo de hoje.