OPINIÃO

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A municipalização do estacionamento rotativo

Da Redação

| Edição de 22 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Prefeitura de Apucarana vai assumir o estacionamento rotativo. A municipalização é uma aposta para acabar com as sucessivas reclamações de motoristas em relação ao serviço após duas tentativas de terceirização. A decisão representa um desafio para a administração municipal. Afinal, o estacionamento rotativo costuma gerar muitas reclamações e polêmica, apesar de, por outro lado, ser viável do ponto de vista financeiro.

Em gestões anteriores, o serviço foi administrado pela Lapaza, que adotou os parquímetros. O sistema não agradou e foi alvo de protestos de usuários. A atual gestão decidiu mudar de empresa e ainda decretou uma intervenção municipal no serviço, contestando valores repassados pela Lapaza à administração contratualmente. O assunto foi parar na Justiça. 

Na atual administração, a Prefeitura contratou a Explora Parking. Os parquímetros foram abolidos e a empresa adotou os talões. No entanto, a falta de agentes também gerou repercussão negativa entre os motoristas. Sem encontrar os funcionários nas ruas, muitas vezes os condutores acabavam multados. Com isso, a chiadeira era geral. 

Atualmente, o sistema de estacionamento rotativo de Apucarana conta com cerca de mil vagas. Os cartões são vendidos para períodos estabelecidos de meia hora ou de uma hora de estacionamento, ao custo de R$ 0,70 e R$ 1,40, respectivamente. Esse formato deve ser  mantido com a saída da Explora Parking. O contrato com a empresa termina amanhã e não será renovado.

A Prefeitura afirma que agentes de trânsito serão contratados em concurso público para trabalhar nas ruas. No entanto, até agora, o edital não foi lançado e o rotativo passará por um período de “transição”. Em outras palavras, não haverá cobrança até o início das atividades desse setor dentro do município, o que deve ocorrer apenas no ano que vem. 

Essa “transição” preocupa. Afinal, a tendência é de que o centro fique sem estacionamento rotativo por alguns meses, até a administração conseguir organizar o serviço em âmbito municipal. 

Não há dúvidas de que a municipalização é uma boa ideia. A Prefeitura terá condições de intervir mais rapidamente no caso de problemas e demandas de motoristas. Além disso, o serviço financeiramente é viável, isso já foi comprovado por meio de estudos internos e também em experiências de outros municípios. No entanto, é preocupante essa demora em realizar o concurso e organizar a municipalização do estacionamento rotativo. Que isso não atrase muito, caso contrário, será prejudicial ao comércio na área central da cidade.