São recorrentes nos telejornais e de resto em toda mídia as notícias dos refugiados na Comunidade Europeia, que a cada dia cresce a população que busca refúgio longe das guerras; é a chamada crise migratória na Europa. São pessoas que movidas pelo medo e pelo desespero tem buscado segurança e esperança em outras paragens.
Nos últimos 12 meses os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informa que passa de 20 milhões de pessoas que deixaram suas terras e suas origens para fugir de guerras civis, conflitos armados, perseguições por conta da raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião pública. A motivação dos pedidos de refúgio são os seguintes: 51% grave e generalizada violação de direitos humanos; 22,50% reunião familiar; 22,30% perseguição política; 3,2% perseguição religiosa; 1% perseguição por grupo social.
Nesta perspectiva temos que os Sírios são os que lideram esta massa de refugiados, seguidos pelos povos da Eritreia, Afeganistão, África subsaariana, Mali, Gambia, Nigéria, Líbano e Senegal. Na América temos os Haitianos e Colombianos. Os países da África e do Oriente Médio respondem pela quase totalidade dos refugiados em questão. O destino destes refugiados no Brasil é São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul e Paraná. O Comitê Nacional de Refugiados (Conare) estima que as pessoas destas nacionalidades respondam por cerca de 31 mil solicitações de refúgio no Brasil. No Paraná cerca de mais de 2.000 refugiados já estão aqui instalados, a grande maioria de origem Síria em razão da forte presença da comunidade árabe bem estabelecida em Foz do Iguaçu.
A travessia pelo Mediterrâneo, dentre outras rotas, tem sido cada vez mais desastrosa; milhares de refugiados já morreram nestas travessias, em razão disto eles têm procurado fazer a pé ou de bicicleta algumas rotas migratórias da Ásia para a Europa, viajando até chegar à Turquia ou a Grécia. Muitos outros têm buscado a chamada “rota do Ártico”, que é passar pela Rússia até a Noruega, que distam 350 km ao norte Círculo Ártico, o frio e a neve é o maior problema a ser enfrentado nesta travessia.
A busca por um porto seguro tem sido o sonho destes milhares de refugiados (uma grande maioria de crianças) que buscam um novo lar, longe das guerras que assolam seus países. A Organização Internacional de Migração – IOM tem procurado auxiliar os refugiados que sofrem demasiadamente nesta peregrinação na busca de um lugar seguro. A Comunidade Europeia tem sido o destino da maioria dos refugiados, com isto, temos que o êxodo e a emigração do terceiro milênio esta a bater nas portas dos países europeus. O Papa Francisco já interviu diversas vezes na questão, pois nem todos os países aceitam receber refugiados em seu território.
A questão é crítica, se já não bastasse a crise econômica que também assola vários países da Comunidade Europeia, agora se tem a crise migratória. Espera-se que possa haver solução neste impasse e conflito, que é mais humanitário do que diplomático. Na frase de Rui Barbosa: "A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real."