OPINIÃO

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A ousadia dos ladrões de caixas eletrônicos

Tribuna do Norte

| Edição de 25 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Não há mais argumentos para justificar a insegurança dos pequenos municípios do Vale do Ivaí. O governo do Estado precisa dar uma resposta à onda de violência que atinge as pequenas cidades da região antes que uma grande tragédia ocorra. A população de Rosário do Ivaí foi a vítima mais recente da quadrilha da dinamite, que “sitiou” a cidade na madrugada do último domingo, deixando a todos apavorados.

Com o objetivo de roubar as agências do Banco Bradesco e dos Correios, bandidos fortemente armados assumiram o controle de Rosário do Ivaí. Primeiro, alvejaram o destacamento da Polícia Militar (PM) e depois invadiram uma lanchonete e até interromperam uma festa de casamento. Duas pessoas foram feitas reféns e abandonadas na saída da cidade. Por sorte, ninguém foi ferido.

A cada ação, as quadrilhas se mostram mais ousadas, desrespeitando as autoridades e tomando "de assalto" os municípios. Os poucos policiais de plantão pouco podem fazer diante do poderio de fogo desses bandidos. Ações como essas passaram a ser frequentes. Há poucos dias, Ortigueira viveu tensão semelhante, com assaltantes que usaram até retroescavadeiras para furtar um banco e, na fuga, ainda incendiaram várias carretas na cidade vizinha de Mauá da Serra, com o intuito de desviar a atenção da polícia. Ainda neste ano, em Borrazópolis, os ladrões usaram moradores como cordão humano de proteção enquanto praticavam o crime.

Esses são os exemplos mais extremos da falta de segurança nas pequenas cidades da região. Até quanto a população ficará a mercê desses bandidos? Até quando as autoridades continuarão com a sorte de nenhum inocente ser baleado durante esses roubos? Nesse caso em Rosário do Ivaí, os bandidos chegaram a atirar contra uma residência, porque a moradora ligou a luz ao ouvir um barulho estranho.

As cidades de menor porte tornaram-se até mais perigosas para os moradores do que aquelas de médio e grande porte. É preciso rever as estratégias de segurança pública no interior. A população está acossada pelos criminosos. Morar próximo a uma agência bancária numa cidade dessas, com pouco policiamento, virou fator de extremo risco. Até quando?