É preciso fazer uso de todas as ferramentas possíveis para reduzir a criminalidade. A insegurança tornou-se um dos principais motivos de preocupação do cidadão, que exige um postura mais pró-ativa das autoridades na redução dos índices de violência.
Nesse sentido, a tecnologia precisa estar mais presente no trabalho policial. No começo deste ano, o 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Apucarana, começou a utilizar dois softwares para mapear os municípios atendidos pela corporação na região.
No caso específico de Apucarana, os programas de computador fornecem um relatório completo de cada bairro, ajudando a direcionar esforços e aumentar a eficiência da polícia. O sistema, chamado de georreferenciamento, auxilia ainda no planejamento de ações específicas para cada região da cidade.
São dois softwares. O Business Intelligence (BI) é um grande banco de dados com Boletins de Ocorrência (BOs), relatórios e histórico de ações policiais. O programa detalha a natureza de crimes, itens apreendidos, localização, horários de pico de ocorrências, entre outros detalhes. Já o programa CAPEGEO, criado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria da Segurança Pública, utiliza os dados do Business Intelligence para dar um panorama geográfico da criminalidade. Através de um mapa digital, é possível ver exatamente onde cada ocorrência aconteceu.
O uso da tecnologia é fundamental. A polícia precisa se atualizar, acompanhando os avanços disponíveis para combater a violência. Infelizmente, a defasagem e o uso de métodos ultrapassados ainda fazem parte da rotina da corporação em várias cidades. Isso compromete o combate ao crime.
Em Arapongas, o uso de uma tecnologia corriqueira aos cidadãos, por exemplo, está fazendo a diferença. A Polícia Civil criou um número do WhatsApp para receber denúncias. A partir disso, muitas ocorrências acabaram solucionadas graças a um dispositivo que já é realidade da maioria das pessoas há muito tempo.
No caso da PM de Apucarana, os programas são mais complexos e ofertam uma gama imensa de possibilidades. Os resultados já estão aparecendo. Segundo a PM, os softwares ajudaram a aumentar em mais de 100% o índice de apreensão de drogas e em 95% o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Houve ainda queda de 20% nos roubos e de 38% nos furtos.
A PM de Apucarana está dando um salto no combate ao crime com a adoção dessas ferramentas tecnológicas. É preciso, no entanto, aprimorar esse trabalho. É claro que são os policiais que controlam os equipamentos e fazem a leitura dos dados, mas investir em equipamentos, tecnologia e armamentos também é essencial para reduzir os índices de criminalidade.