O número de acidentes de trabalho registrados na região no ano passado é motivo de preocupação. Foram 285 ocorrências do tipo, com 14 mortes. O número de óbitos em 2017 foi 16,7% superior ao ano anterior, quando perderam a vida 12 trabalhadores. Esses números reforçam a importância da fiscalização das empresas e também da conscientização da própria indústria na adoção de mecanismos de prevenção.
Os dados são 16ª Regional de Saúde, de Apucarana, que compreende 17 municípios. O número equivale a uma ocorrência a cada 30 horas. Os acidentes considerados graves são aqueles que exigem atendimento médico ou demandam o afastamento do trabalhador de suas funções.
Das 14 mortes, cinco foram registradas em Apucarana e quatro em Arapongas. Os demais óbitos aconteceram em Cambira, Faxinal, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul e São Pedro do Ivaí.
Apucarana também registrou o maior número de acidentes: 135. A cidade registrou um caso a menos do que no ano anterior. Mesmo com redução de 34%, Arapongas aparece na segunda colocação, com 44 ocorrências. No ano anterior, foram 67. Faxinal registrou alta de 262% com 29 acidentes em 2017 contra 8 em 2016. Grandes Rios, com 10 casos, e Marilândia do Sul, com 9, aparecem na sequência.
Esse número de mortes e também de acidentes precisa servir de alerta. Isso mostra que os devidos cuidados não estão sendo tomados pelos empregadores, que precisam garantir a segurança dos seus funcionários. Infelizmente, algumas empresas não cedem equipamentos de proteção individual ou não exigem seu uso pelos trabalhadores. Faltam também orientação e treinamento aos funcionários sobre a importância e o uso correto dos equipamentos.
A prevenção passa diretamente pela estruturação das empresas, que tem a obrigação legal de manter em pleno funcionamento suas comissões internas de prevenção de acidentes, as chamadas Cipas. Além de prevenir acidentes graves e até mortes, esse cuidado é fundamental para garantir a produtividade da própria empresa e também evitar que uma ocorrência do tipo afete psicologicamente toda a equipe.
É preciso, portanto, trabalhar fortemente na prevenção. Em algumas empresas com maior risco, esse tipo de atuação deve ser seguida à risca. A saúde do trabalhador precisa estar em primeiro lugar.