Tecnologia ainda representa um desafio para professores em salas de aula”
Depois do tomate, da cebola e dos hortifrútis, alimentos que durante os últimos meses se viraram motivo de dor de cabeça na hora da feirinha, o feijão é o novo ‘vilão’ do supermercado. Em dois meses, o preço do grão que é alimento básico e integra o prato feito na mesa da maioria dos brasileiros subiu 43% e a previsão é que continue a subir mais por conta da relação demanda e produção, esta última prejudicada pelos efeitos climáticos que vêm afetando a produção agrícola em todo país.
O fenômeno da alta dos preços de alimentos, entretanto, está longe de ser recente. Antes da crise econômica chegar, os alimentos já causavam preocupação no meio econômico por conta do seu impacto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial da inflação no Brasil.
No ano passado a alta dos alimentos, somada a reajustes em combustíveis e energia elétrica, foram os itens que levaram o índice ao teto de 10,67%, maior alta dos últimos 13 anos e muito acima da meta prevista pela Governo Federal.
Nos últimos 10 anos, os alimentos vem avançando acima da média da inflação. O chamado grupo alimentação e bebidas – que compõe o índice ofical do IPCA – ficou 124,12% mais caro entre fevereiro de 2006 e janeiro de 2016. No mesmo período, o índice oficial da inflação soma aumento de 78,42%.
O grande problema da inflação dos alimentos é que essas altas prejudicam a toda a população, mas têm maior impacto principalmente para as camadas mais pobres da sociedade, onde o custo do alimento ocupa um percentual mais significativo do salário. Altas que podem comprometer inclusive a questão da segurança alimentar.
Fatores climáticos, mercado de comodities, mudança no perfil de consumo, com aumento da demanda por determinados produtos, explicam porque os alimentos têm tido os preços reajustados em índices bem maiores que os verificados em outros setores da economia. O que não se explica é porque esse problema não tem ganhado a devida atenção dos governos. Desonerar o setor de impostos – estima-se que a carga tributária média dos alimentos no Brasil é de quase 30%, uma das maiores do mundo -, conceder incentivos maiores a quem produz são algumas das medidas que poderiam começar a ser pensadas para garantir a segurança alimentar da população.
ar.
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