A construção do Contorno Leste de Arapongas transformou-se numa grande novela. Fundamental para desviar o tráfego pesado da Avenida Maracanã, a obra estava prevista para começar em 2015 e ser concluída neste ano. No entanto, até agora não saiu do papel. A Concessionária Viapar, responsável pelo trecho, adiou a projeção de início da construção para o triênio 2018-2020. É um prejuízo para todos os usuários.
As medições do Contorno Leste começaram há três anos, dando esperança para araponguenses e motoristas de toda a região. A principal vantagem do projeto é retirar o tráfego pesado da Avenida Maracanã. Essa via fica praticamente intransitável, principalmente nos horários de pico (início da manhã e final da tarde). Além dos motoristas locais, a avenida recebe todo o fluxo de veículos com destino a Londrina e interior de São Paulo. O congestionamento e também o risco de acidentes é enorme.
A construção do Contorno Leste traria grandes benefícios para Arapongas. Além, é claro, de melhorar o tráfego de veículos no trecho, também abriria um novo leque econômico. Indústrias e outros estabelecimentos comerciais se instalariam no entorno desse trecho, trazendo mais recursos e fortalecendo ainda mais a economia do município.
É uma obra bastante esperada pelos moradores, mas que, mais uma vez, foi empurrada para a frente.
O cronograma também atrasou em virtude da não desapropriação dos terrenos por parte do governo do Estado. Sem essa etapa, a concessionária não tem como iniciar as obras propriamente ditas.
É fundamental que o Estado agilize esse trâmite em Arapongas, mas também na região do Distrito do Pirapó, em Apucarana. A duplicação Apucarana-Jandaia do Sul está concluída, exceto a trincheira prevista no distrito. É a obra justamente mais esperada para acabar com os acidentes com mortes no trecho, que já ceifaram a vida de inúmeras pessoas.
Obras de infraestrutura dessa envergadura, como as do Contorno Leste e também da trincheira, não podem ser esquecidas ou postergadas. São projetos importantes demais para a população dos municípios envolvidos, além dos motoristas que passam por essas regiões. É fundamental que essas obras tenham começo, meio e fim, sem tantas paralisações e interrupções.